sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
No escurinho da maloca, a estreia do documentário da música baniwa
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O filme chama-se Podáali: um documentário da música baniwa e foi exibido em noite de gala na Maloca Casa de Conhecimento, na comunidade de Itacoatiara-Mirim, na zona periurbana de São Gabriel da Cachoeira, noroeste amazônico. Seus autores são os cineastas indígenas estreantes Moisés Baniwa e Paulinho Baniwa | ||||||||||
Enquanto o mestre Luis Laureano cuidava dos últimos preparativos para a grande noite de estreia na Maloca Casa de Conhecimento, Luzia, sua esposa, circulava elegantemente com cuias de caxiri de cará e macaxeira, distribuindo-as aos parentes que vieram para ajudar na finalização de um dos últimos detalhes que faltavam: a pintura da parede da maloca. Lá dentro, Moisés Baniwa, o filho mais novo de Luis e Luzia, testava os equipamentos para que a projeção saísse perfeita.
Assim, na noite da última sexta-feira (4 de novembro) estreou Podáali: um documentário da música baniwa, dirigido pelos estreantes cineastas indígenas Moisés Baniwa e Paulinho Baniwa. E reuniu cerca de 180 pessoas entre jovens indígenas, amigos e autoridades da região na imponente maloca que Luis e sua família ergueram na comunidade de Itacoatiara-mirim, e que tornou-se um ícone da vida cultural de São Gabriel da Cachoeira. Para se ter uma ideia, logo depois da primeira inauguração, já passaram pela Maloca Casa de Conhecimento, os mais renomados pajés em atividade do Alto Rio Negro, importantes lideranças e intelectuais indígenas, além de autoridades não-indígenas como os antropólogos Eduardo Viveiros de Castro e Manuela Carneiro da Cunha, o chef Alex Atala, o empresário e candidato a vice-presidente de Marina Silva, Guilherme Leal e, recentemente, Gilberto Gil, também gravando um documentário. (saiba mais).
O "segredo" das flautas enterradas Podáali narra o processo virtuoso que a comunidade vem experimentando desde que decidiu retomar e valorizar práticas que s´po se materializaram com a construção da maloca. Tanto os anciãos quanto os jovens da comunidade se deram conta de que, mesmo vivendo na periferia da cidade, a maloca e os conhecimentos que ela permite experimentar são fundamentais para o viver bem no mundo de hoje. Nesse contexto, realizaram, em outubro de 2010, uma viagem de reencontro com objetos sagrados mencionados na literatura antropológica como flautas e trompetes Kowai (Jurupari) e chamados waferinaipeem língua baniwa (em português, ancestrais, antepassados, avós). A comunidade os havia deixado submersos em igarapés do Rio Ayari, a jusante do Alto Rio Negro, de onde partiram para a cidade de São Gabriel há 25 anos, depois do último ritual de iniciação que realizaram. A viagem foi registrada pelos cineastas indígenas e inspirou boa parte do documentário. Um dos desafios da equipe esteve relacionado ao “segredo” que envolve o som e a imagem das flautas, que são proibidas sobretudo para as mulheres baniwa e de outras etnias do Rio Negro. Raríssimos são seus registros sonoros. Durante a expedição ao Ayari foi preciso obedecer a um conjunto rigoroso de regras previamente acordadas entre todos em reuniões de planejamento que aconteceram na Maloca Casa de Conhecimento. (saiba mais aqui). (veja também). Para Deise Lucy, etnomusicóloga do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas e parceira da iniciativa o documentário e o projeto como um todo demonstram que“a maloca e as iniciativas que ela vem estimulando são uma forma de atualizar a presença desta comunidade baniwa no mundo, abrindo e reforçando canais de comunicação e transmissão de conhecimentos numa dimensão vertical - no que diz respeito à relação com os ancestrais míticos e com as passagens dos ciclos de vida - e horizontal - no que diz respeito ao manejo das relações com os “outros”, com os parentes indígenas, e com o mundo dos brancos”.
Depois de pelo menos 200 anos de forte repressão aos Baniwa, e aos outros 22 povos que vivem no Alto Rio Negro, a Maloca Casa de Conhecimento e as atividades que realiza vêm ganhando cada dia mais destaque entre as iniciativas de reafirmação e salvaguarda do patrimônio socioambiental dessa região, por estimular a música, os cantos, as danças, as narrativas, a cultura material e todo o universo sobre o qual ela atua. Tudo isso em intenso diálogo com o universo cultural mais amplo, incluindo o mundo dos brancos e de São Gabriel da Cachoeira, considerada a cidade mais indígena do Brasil. Vídeo de Maloca O processo de filmagem do documentário foi inspirado na iniciativa do Vídeo nas Aldeias, que prepara cineastas indígenas para a atividade audiovisual há pelo menos 25 anos no Brasil. Pedro Portella, um dos colaboradores do Vídeo nas Aldeias apoiou na definição de equipamentos e coordenou a primeira Oficina de Linguagem e Técnica Cinematográfica, sendo seguido por Petrônio Lorena, cineasta que se hospedou por uma longa temporada na Maloca Casa de Conhecimento em 2009, para compartilhar seus conhecimentos sobre cinema com os Baniwa.
Para completar o time de formadores, duas oficinas de edição foram coordenadas pelo fotógrafo e pesquisador Hans Denis Schneider. O resultado do investimento em formação que o projeto trouxe pode ser percebido no dia-a-dia de eventos importantes que acontecem em São Gabriel da Cachoeira, onde Moisés e Paulinho se destacam realizando a cobertura áudiovisual. Para os jovens cineastas baniwa “agora é seguir gravando novos documentários e preparando outros parentes para a atividade aqui no Alto Rio Negro”. Ambos criaram a Vídeo de Maloca Produções, produtora pela qual pretendem transformar o documentário num longa-metragem, incorporando um farto e importante material não utilizado nesta montagem de estreia, de 30 minutos. E já estão em busca de patrocinadores. Mestre Luis Laureano abriu e encerrou a noite agradecendo a todos que colaboraram, em especial a Petrobras, através do Programa Petrobras Cultural (edição 2006/2007), patrocinador oficial da iniciativa até o final de 2011. O projeto é realizado pela Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e ACICC (Associação Cultural Indígena Casa de Conhecimento) e conta com a parceria do ISA (Instituto Socioambiental) e da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) além de vários apoiadores individuais que conheceram o projeto e se sensibilizaram com ele. | ||||||||||
ISA, Adeilson Lopes da Silva. |
VIII Mostra Nacional de Teatro Popular de Londrina


A VIII Mostra de Teatro Popular de Londrina (MTP) acontece de 24 a 27 de novembro de 2011 em vários pontos da cidade. Durante quatro dias, 8 grupos de teatro estarão apresentando seus espetáculos gratuitamente para o Pùblico Londrina, nos teatros e principalmente nas Ruas de Londrina. E tudo com entrada Franca.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Rede Social da Ceilândia promove encontro "A Rede Faz"
Encontro "A REDE FAZ"
O 91º aniversário de Seu Teodoro será comemorado hoje com 11 horas de festa em Sobradinho
O próprio boi e o tambor de crioula de Seu Teodoro, que será batizado, estão entre as brincadeiras programadas para a manhã. "Todos os anos trocamos a indumentária e, no batizado, rezamos para São Benedito, de quem somos devotos, abençoar o novo traje", explica o filho de Teodoro.
Do repente ao samba
E nem só de boi será feita a festança. Também haverá repentes (com João Santana e Zé do Cerrado), emboladas (show de Roque e Terezinha) e outros ritmos nordestinos (com Mestre Zé do Pife e as Juvelinas), além de sambas (o grupo Luz do Samba animará o almoço), tradições das quais o homenageado é fã. De Planaltina, o coco do grupo Cokumã dará a tônica das tradições goianas. E ainda haverá espaço para artistas fazerem declamações e prestarem tributos ao maranhense.
Diagnosticado com enfisema pulmonar, Seu Teodoro assustou a família por seu estado de saúde nos últimos três anos. Durante a festa da matança do gado, realizada em agosto passado, ele foi carregado para um camarote, de onde assistiu à sucessão dos grupos respirando com o auxílio de uma garrafa de oxigênio. A garrafa continua a seu lado, mas o filho garante que o quadro é de melhora. "Ele agora está muito bem. Andou deprimido com o tratamento de saúde, mas está revitalizado. Nossa expectativa é que ele acompanhe a festa toda", relata.
Guarapiranga aproveitará a folia para apresentar à comunidade, e ao pai, o projeto da nova sede do Centro de Tradições Populares, mantido pela família, e onde o aniversário será celebrado. O espaço deverá contar com área três vezes maior do que o centro atual, com 400 metros quadrados. "O prédio antigo será transformado em museu, onde ficarão guardadas as fotos, os trajes e os instrumentos", adianta.
III MOSTRA ITINERANTE DOS FILMES VENCEDORES DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VÍDEO AMBIENTAL EM PLANALTINA-DF
Lista dos Filmes vencedores do XIII FICA de Goiás - 2011
CURTAS:
01. PÓLIS
Brasil-MG, 2009
Direção: Marcos Pimentel
22 min
Documentário
Classificação: 10 anos
Um dia qualquer, uma cidade comum. O horror e o sublime do urbano em constante transformação, numa era onde não há nada definitivo.
02. TAMANDUABANDEIRA (Melhor animação)
Brasil-GO, 2011
Direção: Ricardo de Podestá
8 min
Animação
Classificação: livre
Um pacato tamanduá encontra a fêmea de sua vida.
03. TEIA DO CERRADO (Melhor curta)
Brasil-GO, 2010
Direção: Uliana Duarte
15 min
Documentário
Classificação: livre
A relação da diversidade cultural com a biodiversidade, a partir das ações comunitárias desenvolvidas em Teresina de Goiás, Chapada dos Veadeiros.
MÉDIAS:
04. BICICLETAS DE NHANDERÚ (Melhor média)
Brasil-PE, 2011
Direção: Ariel Ortega e Patrícia Ferreira
45 min
Documentário
Classificação: 10 anos
Uma imersão no cotidiano e na espiritualidade dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.
05. O DESEJO DA VILA DE CHANGHU
(Desire of Changhu Village)
China, 2010
Direção: Xia Chenan
38 min
Documentário
Classificação: livre
O oásis Minqin, uma barreira natural aos desertos do Noroeste da China, situado na Província de Gansu, pode desaparecer em breve. As condições de vida na Vila Changhu e o confrontamento entre o homem e a natureza ao seu redor.
LONGAS:
06. LIXO EXTRAORDINÁRIO (Melhor filme pelo júri popular/Não autorizado mas...)
Brasil-SP/Reino Unido, 2009
Direção: Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley
99 min
Documentário.
Classificação: Livre
Trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, periferia do Rio de Janeiro. Catadores: revelação de dignidade e desespero.
07. OS SOLDADOS DO ARCO-ÍRIS DA ILHA DE WAIHEKE (melhor filme/longa)
(The Rainbow Warriors of Waiheke Island)
Holanda, 2009
Direção: Fenna Damstra e Suzanna Raes
87 min
Documentário
Classificação: 12 anos
Documentário sobre um grupo de pioneiros do Greenpeace. Suas ações arriscadas e um ataque a bomba que os fazem parar e pensar se valeu à pena sustentar seus ideais.
SÉRIE DE TV
08. CONSCIENTE COLETIVO (Melhor série de TV-Não autorizado)
Brasil-RJ, 2010
Direção: Pedro Luá e Analúcia Godoi
Série televisiva
Classificação: livre
Animações sobre os principais problemas ambientais atuais.
Episódios:
- AQUECIMENTO GLOBAL
2 min
As principais causas do aquecimento global e possíveis ações cotidianas para reverter a situação. - RESÍDUOS
2 min
O desperdício e o indevido descarte do lixo. Ações sustentáveis para amenizar o problema.
09. O GRANDE PROCESSO DO AMIANTO (POLVERE) (longa)
Itália/Bélgica/Suíça, 2011
Direção: Niccoló Bruna e Andrea Brandstraller
84 min
Documentário
Classificação: 10 anos.
Banido em 53 países, o amianto é discutido neste documentário como grande problema ambiental: cerca de 70% da população mundial vive em contato com ele.
No Brasil, 52% ainda não têm acesso à Internet
| Escrito por Convergência Digital, terça-feira, 08 de novembro de 2011 |
| Qua, 09 de Novembro de 2011 07:35 |
Apesar de o acesso à internet praticamente ter quase dobrado nos últimos quatro anos - em 2007 era 27%,e, em 2011, ficou em 48%, boa parte dos brasileiros ainda não desfruta da Rede - 52%, revela uma pesquisa nacional da Fecomércio-RJ, em parceria com a Ipsos, divulgada nesta terça-feira, 08/11. Entre os conectados, a frequência do uso da Web também aumentou, revela o levantamento. Entre os brasileiros conectados, 47% afirmam que se conectam diariamente à rede, ao passo que 33% acessam mais de uma vez por semana e 12% uma vez por semana. Quanto ao tempo de conexão, 55% dos internautas passam de 30 minutos a duas horas ligados na web; 23% permanecem conectados entre duas e quatro horas; e 14% ficam menos de meia hora.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cata-Ventos divulga nota em relação a matéria da Folha
Suspeita no Esporte envolve cúpula do governo do DF
Crise motivou saída de ministro e abala administração do PT na capital Federal
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