quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Juca Ferreira é o novo ministro da Cultura



 

 
O sociólogo Juca Ferreira será o ministro da Cultura no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30/12) pela presidenta, em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Ferreira assumirá pela segunda vez o comando da pasta. Ele exerceu o cargo de 28 de julho de 2008 a 31 de dezembro de 2010, após ser secretário-executivo do ministério durante a gestão de Gilberto Gil.
 
Ferreira, que atualmente é secretário de Cultura do Município de São Paulo, substituirá a arquiteta Ana Cristina Wanzeler, interina desde a saída da ex-ministra Marta Suplicy, em 12 de novembro deste ano. 
 
Em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura, Ferreira trabalhou na construção de importantes projetos de lei, como o do Vale-Cultura e do ProCultura, na modernização do direito autoral e principalmente na consolidação do Programa Cultura Viva, que busca fomentar atividades culturais já existentes por meio dos Pontos de Cultura e das manifestações culturais da diversidade brasileira.

Biografia
Nascido em Salvador (BA), Ferreira atuou na militância estudantil, tendo sido eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) em 1968. Não chegou a assumir o cargo, já que a eleição ocorreu no mesmo dia da instituição do AI-5. Atuou na resistência ao regime militar, o que lhe rendeu nove anos de exílio no Chile, na Suécia e na França. De volta ao Brasil, após a Anistia, trabalhou como assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde desenvolveu diversos projetos ligados à área cultural.
 
Em 1981, iniciou militância na área ambiental. Em 1988, filiou-se ao Partido Verde (PV). Na década de 90, foi secretário de Meio Ambiente da cidade de Salvador e presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente. 
 
Foi eleito duas vezes vereador pela capital baiana, em 1993 e em 2000. Durante a segunda legislatura, em 2003, foi convidado por Gilberto Gil para assumir a Secretaria-Executiva do Ministério da Cultura, cargo que exerceu por cinco anos e meio. Com a saída de Gil, assumiu o ministério de julho de 2008 até o final do governo Lula.

RedeCCom Rede Comunitária de Comunicação:

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FELIZ ANO NOVO!

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domingo, 7 de dezembro de 2014


DONA LURDES FAZ 75 ANOS

Dona Lurdes faz 75 anos. Cenas da festa de aniversário de Maria de Lourdes Barbosa na sua casa em Anápolis GO, em 07/12/2014, reunindo familiares e amigos para um mutirão de alegria para celebrar os 75 anos da mestra fiandeira que vem encantando com seus versos e sua cantoria ritmada pela roda de fiar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014



Encruzilhada

Marcel Farah




  Estamos diante de uma encruzilhada.
Movimentos sociais e populares, governo federal, sindicatos, partidos de esquerda e pessoas que se organizam esporádica e espontaneamente.
Há algum tempo estamos diante desta encruzilhada.
À medida que a crise internacional pressionava a estratégia de distribuição de renda com manutenção dos lucros dos setores capitalistas no Brasil a encruzilhada se aproximava.
Hoje, após as eleições de 2014, estamos na iminência de escolher nosso novo caminho.
De um lado a continuação de uma política de alianças que até então tem condizido nosso projeto político a conceder os dedos para não perder a mão.
Foi assim com o código florestal, com o kit gay, com a política de juros e a tentativa de redução do spread bancário (lucro dos bancos).
Em todos estes momentos optou-se pelo acordo, que em geral beneficiou os latifundiários, homofóbicos e banqueiros, respectivamente.
De outro lado temos a afirmação de um projeto de mudança, que começa pela luta por uma reforma política que impeça que o poder econômico dê as cartas nas eleições. Passa pela democratização do oligopólio da mídia, pelo “banda larga para todos”, pelo fortalecimento dos meios de comunicação alternativos.
Um projeto que abra à nossa sociedade a possibilidade de discutirmos com profundidade: a reforma agrária, contra a concentração de terras e uso intensivo de veneno para produção de alimentos; a reforma urbana para garantir direito igual à cidade para periferias e centros; a reforma tributária que garanta mais impostos para os ricos do que para os pobres; a reforma educacional que traga à tona os problemas de uma educação que forma para o mercado e não para o mundo do trabalho.
São projetos opostos que estão nos caminhos desta encruzilhada e que se revelaram com mais nitidez a partir das eleições.
Por isso os formuladores de opinião conservadores apostam na tese de que o país está dividido.
Na realidade, um conflito escamoteado há muito tempo pela política de conciliação que predominou nos últimos 12 anos tornou-se nítido. Se queremos reduzir as desigualdades, nossos ricos têm que ser cada dia menos ricos.
A saída da mudança é a saída à esquerda.
O grande desafio do momento para o campo popular é reconstruir a estratégia de governabilidade, sem depender tanto das articulações institucionais e fortalecendo a mobilização social.
Para isso é preciso redobrar o esforço de diálogo e construção de políticas junto à sociedade civil, movimentos sociais, partidos de esquerda, sindicatos e a população que tem se organizado espontaneamente.
O que não significa abandonar as articulações no Congresso, mas equilibrar estas duas frentes de ação.
Como se diz na RECID pé dentro e pé fora na ciranda do poder popular.

Marcel FarahEducador Popular – Departamento de Educação da Secretaria Geral da Presidência da República 
Compas, envio meu texto semanal da Dom Total, uma reflexão curta sobre o momento de escolha de caminhos que tanto movimentos sociais quanto governo vivem.

Na realidade, um conflito escamoteado há muito tempo pela política de conciliação que predominou nos últimos 12 anos tornou-se nítido. Se queremos reduzir as desigualdades, nossos ricos têm que ser cada dia menos ricos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014