Estrategista digital deixa o governo para integrar campanha de Lula
Tiago César atuará ao lado do marqueteiro Raul Rabelo na coordenação da estratégia de comunicação da campanha pela reeleição do presidente
247 – O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Tiago César dos Santos, deixou o cargo para integrar a coordenação de comunicação da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exoneração, a pedido, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (22). A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil.
Com a mudança, Tiago Cesar passa a atuar ao lado do marqueteiro Raul Rabelo, que já havia sido incorporado à pré-campanha petista. A dupla assume funções semelhantes às desempenhadas pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, durante a campanha presidencial de 2022.
Segundo a publicação, tanto Tiago Cesar quanto Raul Rabelo são considerados pessoas de confiança de Sidônio Palmeira. O ministro permanecerá à frente da Secom até o fim do mandato presidencial, por decisão de Lula, enquanto seus auxiliares passam a atuar diretamente na estrutura eleitoral.
Graduado e mestre em Administração, Tiago Cesar construiu trajetória na área de marketing, com atuação tanto na iniciativa privada quanto em campanhas eleitorais. Também integra o conselho deliberativo do Esporte Clube Bahia, onde trabalhou no núcleo de ações afirmativas da instituição.
Durante sua passagem pela Secom, esteve à frente da estratégia de fortalecimento da presença digital do governo federal. De acordo com a CNN Brasil, o investimento em publicidade nas plataformas digitais passou de 10% para 30% do orçamento da área. A ampliação das campanhas nas redes sociais também contribuiu para aumentar o alcance das divulgações oficiais e ampliar a base de seguidores dos canais institucionais do governo.
Outra iniciativa atribuída a Tiago Cesar foi a reformulação da identidade institucional do governo. Sob sua gestão na comunicação, o slogan inicial, “União e Reconstrução”, foi substituído por “Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro”.l
A mudança ocorreu em um contexto marcado pelo debate sobre soberania nacional e pelas tensões comerciais com os Estados Unidos após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo a reportagem, essa narrativa contribuiu para a estratégia política do governo diante do impacto das medidas comerciais e deverá voltar a ocupar espaço central na campanha de reeleição de Lula.
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