quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Lula diz que "o governo inteiro" trabalha para baixar o preço dos alimentos: "levamos a inflação muito a sério"

Lula diz que "o governo inteiro" trabalha para baixar o preço dos alimentos: "levamos a inflação muito a sério"

"Estamos trabalhando com muito afinco para colocar as coisas nos eixos", afirmou o presidente

               247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  reafirmou o compromisso do governo federal em controlar a inflação e, especialmente, reduzir o preço dos alimentos, que ainda têm impacto negativo sobre o bolso dos brasileiros. Para ele, a prioridade é evitar que os preços sigam prejudicando a população, em especial as camadas mais pobres.

“Nós levamos a inflação muito a sério e acho que ela está razoavelmente controlada. Nossa preocupação é apenas evitar que os preços dos alimentos continuem prejudicando o povo brasileiro", declarou o presidente nesta quarta-feira (5) em entrevista às rádios Itatiaia, Mundo Melhor e BandNews FM BH, de Minas Gerais. Ainda segundo ele, o governo tem se reunido sistematicamente com setores da economia cujos preços estão mais elevados.

A carne foi um dos produtos destacados por Lula. O presidente apontou que, após uma queda de 30% no preço da carne em 2023, os valores voltaram a subir. “Não tem um único fator que mostra o preço das coisas. O que precisamos é tentar ajustar, porque a inflação causa muito prejuízo ao povo trabalhador”, afirmou, destacando a necessidade de conversas com os setores envolvidos para entender os motivos dessa oscilação de preços.

Para solucionar o problema dos preços da carne, Lula afirmou que está agendando uma reunião com o Ministério da Agricultura e os setores envolvidos para encontrar formas de garantir que o alimento chegue à mesa do trabalhador com preços compatíveis ao seu poder aquisitivo. “O governo inteiro está trabalhando para isso”, garantiu.

A estratégia do governo federal, segundo o presidente, é atuar de maneira coordenada, com esforços conjuntos entre os ministérios da Fazenda e da Agricultura, com o objetivo de ajustar o mercado e tornar os preços mais justos para os consumidores. Lula ainda destacou os avanços da economia brasileira, com o crescimento do emprego e da massa salarial, mas reafirmou que a principal preocupação do governo é com os mais pobres, que são os mais afetados pelos preços altos dos alimentos. "Estamos trabalhando com muito afinco para colocar as coisas nos eixos", destacou. 

Lula também mencionou a questão dos combustíveis e os possíveis reajustes de preços na Petrobras. Embora reconheça a necessidade de aumentos, ele destacou que os valores ainda são mais baixos em comparação com o período de dezembro de 2022. O presidente reforçou a preocupação com os impactos dos reajustes no preço do transporte, que, por sua vez, afeta diretamente o custo dos alimentos.

“O que precisamos é tentar ajustar, porque a inflação causa muito prejuízo ao povo trabalhador. Estamos trabalhando com a ideia de que nós vamos controlar a inflação. Queremos dizer ao povo de Minas Gerais que o reajuste que poderá ser feito na Petrobras, tanto no diesel quanto em outros produtos, ainda estão menores do que estavam em dezembro de 2022. É muito importante lembrar, inclusive com uma inflação de 7% ou 8% no período, ainda estão mais baixos tanto o diesel quanto a gasolina. Nós estamos discutindo para saber o seguinte: como é que a gente faz a compensação na hora que você tem um reajuste e esse reajuste pode impactar no preço do transporte e o transporte impactar no preço do alimento”, ressaltou.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Obras no Aeroporto de Anápolis estão em fase de planejamento, diz Infraero

ESCLARECIMENTO

Obras no Aeroporto de Cargas estão em fase de planejamento, diz Infraero









Após boatos de paralisação das atividades, empresa estatal desmente e garante que vai colocar estrutura para operar

04/02/2

Foto: Goinfra
Foto: Goinfra

A Infraero desmentiu, em um vídeo divulgado a lideranças empresariais e políticas da cidade, que as obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis sofreram qualquer tipo de alteração ou foram paralisadas. O material foi gravado a pedido do senador Jorge Kajuru (PSB), chamado à cena após boatos eclodirem dando conta de possíveis alterações no plano para colocar a estrutura em operação. Ele foi divulgado primeiro pelo Anápolis Diário.

O presidente da Infraero, Rogério Bazerllay, ressaltou que o projeto “não teve nenhuma alteração de planejamento” e que “a outorga que nos foi entregue está dentro de um prazo que estamos ainda realmente avaliando”. Ele ressalta que existe o compromisso da estatal em “transformar, no menor tempo possível nosso aeroporto de Anápolis em um aeroporto de cargas para que seja utilizado comercialmente por toda região e por todo o povo de Anápolis”, frisa.

Bazerllay pontua ainda que, como “a obra não chegou a ser iniciada, então não tem como ela estar paralisada” e esclarece: “ainda estamos na fase de planejamento.” A fala é endossada pelo diretor de Operações e Serviços Técnicos, Eduardo Gonzaga.

“A engenharia da Infraero está desenvolvendo todos os projetos necessários para deixar o aeroporto de Anápolis apto para as operações. Ratificamos que todo o cronograma está sendo cumprido”, destacou.

Histórico

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a federalização do Aeroporto de Cargas de Anápolis em julho do ano passado. A Portaria 344, de 26 de julho de 2024, assinada pelo ministro Silvio Costa Filho, autoriza a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a administrar, operar e explorar o terminal que há anos vem passando por obras, mas que nunca entrou em operação.

Com a consolidação do Aeroporto de Cargas, Anápolis quer completar o modal que faltava para se tornar efetivamente um dos principais centros logísticos do país, já que a cidade já é cortada por rodovias federais de grande circulação e, também, por linhas férreas que fazem ligação com portos em extremos do território nacional.

O entendimento é que a transferência do terminal anapolino para a Infraero faz com que ele passe a ter relevância nacional. A partir da publicação da Portaria 344 no Diário Oficial da União, a transição operacional do Aeroporto de Cargas de Anápolis do Estado de Goiás para a Infraero deve ser concluída no prazo de até 120 dias.

Para o governo estadual, o objetivo principal da federalização é “criar um modal de logística sem precedentes em Goiás, uma vez que a estatal possui décadas de expertise na administração e desenvolvimento de grandes aeroportos em todo o Brasil”.

Segundo o Governo de Goiás, atualmente o aeroporto possui uma pista operacional de 1.245 metros de comprimento por 45 metros de largura, capaz de receber aeronaves de médio porte. Com a federalização será possível ampliar esse perfil, já que será feita a homologação de uma nova pista de 3 mil metros de comprimento por 45 metros de largura para receber aeronaves cargueiras.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Lula recebe presidentes da Câmara e do Senado e exalta convivência pacífica entre Poderes

 

Lula recebe presidentes da Câmara e do Senado e exalta convivência pacífica entre Poderes

Líderes do Executivo e das Casas Legislativas reafirmam compromisso com a relação institucional harmônica e a prioridade em torno de uma agenda positiva para o país

Ricardo Stuckert

Lula e os presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado): equilíbrio entre poderes e parceria

O presidente Lula recebeu, na manhã desta segunda-feira (3), os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Os parlamentares foram eleitos para liderar o Legislativo no último sábado, 1º de fevereiro.

Lula reafirmou que a estabilidade institucional depende da harmonia e convivência democrática entre os Poderes da República. “A fotografia aqui é a concretização do compromisso da democracia que todos firmamos há muito tempo. Quando fui candidato à Presidência da República, disse que um dos motivos era trazer o país à normalidade. E a normalidade de um país é a convivência tranquila e pacífica entre os Poderes. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário, cada um sabendo a tarefa que tem”, declarou.

Lula enfatizou que os presidentes das Casas não terão problema na relação política com o Executivo. “Eu jamais mandarei ao Senado ou Câmara projeto que seja de interesse pessoal do presidente ou de um partido. Todos serão de interesses vitais para o povo brasileiro”, garantiu Lula. O presidente afirmou, ainda, estar convencido de que a sociedade vai notar que a democracia foi restabelecida em sua plenitude.

O presidente reforçou que, nos últimos dois anos, o governo federal teve inúmeros momentos de parcerias estratégicas com o Congresso Nacional. Citou a PEC da Transição, aprovada antes mesmo do início do mandato, o arcabouço fiscal e a aprovação da reforma tributária. “Uma demonstração de que, na hora que você está governando, na hora que você está exercendo o mandato, a questão ideológica das eleições fica secundarizada e o que é prioritário são os interesses do povo brasileiro”, afirmou.

Agenda produtiva

 O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou que o momento marca o início da caminhada para o próximo biênio. “Estamos fazendo esta visita institucional para dizer que a Câmara e o Senado estarão à disposição para construir uma pauta positiva para o país. Essa harmonia é o que o Brasil precisa. Sempre buscando termos uma agenda que seja produtiva, que temas importantes possam ser tratados e que essa harmonia, esse diálogo entre os Poderes, possa perseverar, porque quem ganha com isso são os mais de 200 milhões de brasileiros que dependem desse nosso relacionamento”, declarou Motta.

Espírito colaborativo

 O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, assegurou que a atuação legislativa será equilibrada, para responder aos anseios da sociedade. “Esse gesto tem um simbolismo para a sociedade brasileira, que espera de nós as respostas adequadas aos nossos sonhos, aos nossos desejos, enquanto Poder Legislativo e Poder Executivo. Sei da capacidade do presidente Lula em liderar o Brasil, do compromisso com os brasileiros e o Poder Legislativo não pode se furtar em ajudar o governo do Brasil em melhorar a vida dos brasileiros. É um espírito colaborativo e um gesto para o Brasil de aproximação e maturidade institucional. Cada um, dentro das suas atribuições, tem que cumprir com suas obrigações e olhar para o que é melhor para o país e o povo brasileiro”, finalizou o presidente do Senado.

Do site do Planalto