terça-feira, 6 de setembro de 2022

 Lula faz apelo para vitória no 1º turno: “Quando a gente sonha junto, dizem que se torna realidade”

“Não tem por que ter vergonha de tentar ganhar no 1º turno”, postou o ex-presidente no Twitter

www.brasil247.com - Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
 

247 - Alguns pontos mais distantes de vencer no primeiro turno, conforme as pesquisas presenciais divulgadas nos últimos dias, como Datafolha de quinta-feira (1) e Ipec nesta segunda (5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo no Twitter para que a vitória aconteça já no início de outubro.

“Não tem por que ter vergonha de tentar ganhar no 1º turno. Se quem tem 5% sonha em ter 40%, por que quem tem mais de 40% não pode sonhar em ter mais um pouquinho e ganhar no primeiro turno?”, indagou.

“Quando a gente sonha junto, dizem que se torna realidade. Estou convencido que se continuarmos trabalhando da forma que estamos, podemos ganhar no 1° turno”, prosseguiu, em uma segunda mensagem.

Sem descer o nível da campanha

O ex-presidente, que participou nesta terça-feira (6) de uma reunião com o conselho político dos partidos que dão sustentação à sua candidatura, reafirmou mais cedo em declaração à imprensa sobre sua expectativa por uma vitória já no primeiro turno, mas disse não querer descer o nível da campanha.


“A gente não tem que ficar retrucando e a gente não tem que ficar aceitando o nível baixo de campanha. Nós não precisamos fazer jogo rasteiro. Temos que tentar discutir os assuntos que interessam ao povo brasileiro. O povo quer resolver o problema da sua dívida, do seu desemprego, de acabar com a economia informal e o povo quer voltar a sorrir e a comer nesse país”, disse.

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Leia mais sobre seu discurso durante a reunião da coordenação de campanha:

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - Em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exortou seus aliados a trabalharem mais para ainda tentar vencer a eleição no primeiro turno, apesar dos últimos levantamentos terem mostrado que essa possibilidade ficou mais difícil.

Em discurso durante reunião de coordenação da campanha, Lula afirmou que, de todas as campanhas que fez, essa é a que está mais próxima de ser resolvida no primeiro turno.

"De todas as eleições que participei, nunca nós tivemos a chance de resolver no primeiro turno como temos nessas eleições. E a gente não tem que ter vergonha de dizer isso. Se o cara que tem 1% quer ir para o segundo turno, por que nós não podemos querer ganhar no primeiro turno, se falta um tiquinho", disse Lula.

O ex-presidente afirmou que é preciso aumentar a "capacidade de trabalho", virar mais votos.

"Ainda não temos visibilidade de campanha na rua. A gente ainda não deu, e é preciso que a gente dê", defendeu. "A campanha precisa não só ser vitoriosa, mas ter uma marca de participação popular, e é isso que a gente precisa fazer."

Lula ressaltou que havia uma percepção, inclusive entre analistas políticos, de que o aumento do Auxílio Brasil já dentro do período eleitoral, poderia fazer com que Bolsonaro tivesse um grande crescimento nas intenções de voto, mas disse que isso não aconteceu.

"Ele continua no mesmo lugar", destacou. "O povo é muito mais sabido do que eles achavam."

Pesquisa Ipec divulgada na noite de segunda-feira mostra o ex-presidente ainda com 44% das intenções de voto, e Bolsonaro com 31%, oscilando negativamente 1 ponto percentual, dentro da margem de erro. Com esses números, Lula teria 50% dos votos válidos e ainda poderia ganhar no primeiro turno, apesar de a margem ser bastante apertada.

Lula pediu ainda que seus apoiadores não respondam a provocações e não rebaixem o nível da campanha.

Recentemente, criou incômodo dentro da campanha petista algumas ações do deputado André Janones (Avante-MG), que chegou a criar uma notícia falsa sobre o presidente Jair Bolsonaro para atacar a campanha adversária --apesar de ter admitido na mesma postagem que era falsa, Janones defendeu que era preciso "lutar com as mesmas armas".

Apesar de reconhecer que o parlamentar --que desistiu de sua candidatura à Presidência para apoiar Lula e tem milhões de seguidores nas redes sociais-- deu um gás na campanha online do ex-presidente, há uma preocupação no PT de não ser comparado ao mar de notícias falsas distribuídos pelos apoiadores de Bolsonaro.

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580 dias - A prisão e a volta triunfal de Lula

Padre Júlio Lancellotti: “Lula não fecha igrejas, Lula abre o coração”

Padre Júlio Lancellotti: “Lula não fecha igrejas, Lula abre o coração”

Ex-presidente se reuniu com trabalhadores da Assistência Social. Na ocasião, padre Júlio defendeu o fim da violência e do preconceito em relação à população de rua

Ricardo Stuckert

Lula e Padre Julio Lancellotti. (Foto: Ricardo Stuckert)

O padre Júlio Lancellotti pediu para que a população não caia em notícias falsas quando o assunto é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Lula não fecha igrejas, Lula abre o coração”, declarou, durante encontro do ex-presidente com beneficiários, trabalhadores, pesquisadores e entidades que atuam na defesa e no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), em São Paulo (SP).

“Lula, você sabe o quanto nós temos esperança, o quanto nós precisamos de alguém que olhe para o povo, de alguém que sentiu fome, que sentiu desprezo, que foi maltratado. Você carrega isso na tua pele e você deve isso a Deus. Leve um dia essa tua missão a Deus dizendo: Eu cumpri o que Deus me deu como missão. E uma coisa que eu queria dizer para todos: não entrem em fake news. Lula não fecha igreja, Lula abre o coração”, completou.

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A máquina de ódio bolsonarista espalhou pela internet várias “fake news” sobre Lula apoiar “invasões de igrejas e perseguição de cristãos”. O caso foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde a ministra Cármen Lúcia determinou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro apague de seus perfis nas redes sociais publicações mentirosas sobre o assunto.

Violência contra os pobres

O Sistema Único de Assistência Social (Suas) foi criado em 2004 para combater a pobreza e diminuir as desigualdades. As políticas foram desmontadas sob o governo Bolsonaro.

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“Em todas as cidades brasileiras, a população de rua está sendo tratada com violência, com desprezo, com desdém, comendo lixo. Nós precisamos de um presidente que lute contra a aporofobia, contra o ódio aos pobres. Chega de violência. Não é possível que o povo da rua seja o alvo predileto das guardas civis metropolitanas, que usam de violência contra os pobres. Isso tem que acabar. Chega! Não é possível mais, ninguém aguenta”, lamentou Lancellotti.

O padre também defendeu a renda básica universal para que “os que irmãos e irmãs em situação de rua, possam se sentir pessoas inteiras, pessoas respeitadas, que não comam mais lixo, que não comam mais restos, que tenham vida e dignidade. Nós depositamos em você, Lula, essa esperança”, disse.

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Participaram do encontro Margareth Dallaruvera, Patrus Ananias, Marcia Lopes, Gleisi Hoffman, Márcio França, Professora Lúcia, Fernando Haddad, Ana Estella Haddad e Janja.

Do site lula.com.br

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

 

www.brasil247.com - Lula se encontra com trabalhadoras domésticas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). 04.09.2022

Lula: sociedade ajudará a definir políticas públicas

  Lula: sociedade ajudará a definir políticas públicas

Presidente diz que voltará a convocar conferências nacionais para ouvir todos os setores sobre as prioridades    05/09/2022 • 21:35:33

Lula: sociedade ajudará a definir políticas públicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (05/09), em São Paulo (SP) que, ao ganhar as eleições, vai retomar as conferências nacionais para que a sociedade volte a ter voz na definição das políticas públicas. Nos seus primeiros governos, diferentes setores foram ouvidos e sinalizaram prioridades.

“Eu quero que vocês saibam que, a partir de janeiro, nós vamos começar a reconvocar as nossas conferências. As políticas públicas implantadas neste país não serão da vontade do presidente da República, mas resultado da necessidade da sociedade, e colocado em prática por vocês que são especialistas”, disse em encontro com trabalhadores da Assistência Social.

Lula lembrou de avanços de suas gestões, quando o Brasil saltou da décima para a sexta posição entre as principais economias mundiais. “Nós conseguimos provar que esse país tem jeito, por isso o Brasil era a décima economia do mundo e se tornou a sexta economia do mundo. É por isso que nós triplicamos o salário da educação. Nós saímos de 39 bilhões de reais para 150 bilhões”, contou, acrescentando que a prioridade é cuidar dos mais pobres e vulneráveis. “Vamos trabalhar porque esse país vai voltar a ser feliz”.

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