sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O que dizem e escrevem sobre Paulo Nunes Batista e sua obra

FORTUNA CRÍTICA


O que dizem e escrevem sobre Paulo Nunes Batista e sua obra



Abel B. Pereira, poeta de “A Figueira”, de S. Catarina: – “Quisera eu que todos os textos que chegam em minhas mãos tivessem o “quilate” dos seus!”.

Adelino Brandão, escritor, folclorista, de Brasília-DF: – “Recebi sua carta e, com maior alegria, o folheto “Euclides da Cunha”, (...) recebi, também os folhetos “Meu abc de cordel a Juazeiro do Norte” e “Historia do boi mansinho”. / tudo uma gostosura como todos os versos que Vc. Faz, no gênero”.

Adriano da Gama Kury, escritor, da casa de Rui Barbosa: – “Posso garantir-lhe que seus abecês foram grandemente apreciados por ele (refere-se a Orígenes Lessa) que inclusive este mostrando-me uns que considera “da melhor categoria”, como o “ABC do Barbeiro”.

Alcimar Fernandes Pereira, poeta anapolino: – “Das inúmeras leituras, mapeamento insaciável, que o torna quase um usuário de verbos e transcendências, Paulo Nunes Batista recolhe o grau exato de universalidade e atemporalidade”.

Aldenor Benevides, escritor cearense: – “Tudo que Paulo Nunes escreve aprimora o espírito da gente porque ele vive sempre em sintonia com o Bem e não mede esforços nem distancias para produzir algo de nobre e elevado”.

Alice Spindola, poetisa e escritora mineira, de Goiânia: – “

Aloísio Miguel Marques, (Campeão): – “Vento de rima solta, Paulo Nunes Batista é a própria amplidão do cerrado goiano”.

Altimar de Alencar Pimentel, escritor, jornalista, teatrólogo – (...) “Embora a disciplina da poesia rimada tenha preferência no poetar de Paulo Nunes Batista, ele pratica o verso branco com igual força e expressividade, revelando o domínio da forma, do ritmo, e grande imagética.” In prefácio de “Sonetos Seletos”. // “Você é o poeta e a voz de um povo”.

Anatóle Ramos, escritor e jornalista – “Paulo Nunes Batista é Poeta. //A Poesia é.” In orelha da 1ª ed. de “Cantigas da Paz”

Anderson Braga Horta, poeta, escritor, crítico literário – “Só duas pessoas vi improvisar de modo tão impressionante, seja empregando os métodos menores, como a descontraída e cantante redondilha, seja torneando os maiores, como o nobre decassílabo. Primeiro foi Jansen Filho... (...) Anos mais tarde, em Brasília, no extinto bar-restaurante Macambira da 406 Sul, onde a ANE de Almeida Fischer, a nossa Associação Nacional de Escritores, realizava semanalmente os seus encontros informais, sentado próximo a PNB, vi-o escrever, em catadupas, extraordinários improvisos endereçados aos colegas presentes. Guardo ainda, e guardarei sempre, os que me dedicou”. In prefácio de “O Vôo Inverso”.

Antonio Carlos Osório, escritor, de Brasília-DF: – “Envio ao ilustre poeta, cujo talento queremos ouvir e ver novamente em Brasília, uma saudação muito cordial, permanecendo inteiramente às suas ordens”.

Antonio de Deus, professor de literatura, escritor: – “Belos são os versos de Paulo Nunes Batista, que se reafirma em “O Sal do Tempo” como porta-voz mais categorizado das aspirações e dos dilemas de nossa época”.

Antônio José de Moura, escritor, romancista, da AGL: – “Obrigado mesmo. Espero que você – um dos nossos melhores e mais genuínos poetas – esteja produzindo bastante: para bem de nós todos”.

Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário, dos forros das igrejas barrocas aos barracos de Congos


Manoel da Costa Ataíde: Nossa Senhora rodeada de anjos músicos. Forro da Igreja de São Francisco, Ouro Preto
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A festa do Rosário de Nossa Senhora no Brasil está ligada a grupos negros que realizam os autos populares conhecidos pelos nomes de Congada, Congado ou Congos. Por essa vinculação aos negros, o Congado se tornou também uma festa de santos de cor, como São Benedito e Santa Efigênia.
Embora alguns autores atribuam a gênese do Congado a uma influência européia, ligando-a às lutas religiosas da Idade Média, a hipótese mais forte é que defende a origem afro-brasileira do culto. É importante lembrar que o processo de catequese, através de missionários dominicanos, levara Nossa Senhora do Rosário à África, impondo seu culto aos negros. O acréscimo dos elementos de coroação de reis, lutas e bailados guerreiros é a contribuição africana, numa rememoração das  práticas da Terra-Mãe.
Mas o traço decisivo da criação do Congado ocorrerá no Brasil colonial, através do processo aculturativo: de um lado, o modelo religioso do branco, de outro, a recriação do negro.
Para os Arturos, a festa do Rosário é uma das fases mais importantes para a vida da comunidade, representando o movimento máximo da concretização do amor à Grande Mãe. Há dois grupos nitidamente distintos: as guardas de Congo e Moçambique. A caracterização das guardas pode ser feita através dos seguintes elementos: fundamentação mítica, função, vestuário, símbolos condutores, instrumentos distintos, tipo de movimento e de dança, linguagem dos cantos.
Pela fundamentação mítica, as guardas se formaram ainda na África, quando uma imagem de Nossa Senhora do Rosário apareceu no mar. O grupo do Congo se dirigiu para a areia e, tocando seus instrumentos, só conseguiu fazer com que a imagem se movesse uma vez: num movimento rápido, Nossa Senhora se encaminhou para a frente e parou. Então vieram os negros moçambiqueiros, batendo seus tambores recobertos com folhas de inhame, cantando para a Santa e pedindo-lhe que viesse para protegê-los.
A imagem veio se encaminhando, no movimento do vai-vem das ondas, lentamente, até chegar à praia.
 
A função das guardas se define através da narrativa mítica: o Congo puxa todos os dançantes, em movimento rápido, abrindo caminho; o Moçambique é o responsável pela Senhora, representada pelos reis cujas coroas a guarda conduz. O próprio vestuário se prende à estrutura do mito. Quando os moçambiqueiros usam as cores de Nossa Senhora - o azul e o branco - e os congos se vestem de rosa e verde, significando o caminho, com galhos e flores, para a Senhora passar. Indo à frente, o congo anuncia a chegada dos filhos do Rosário, preparando a passagem.
Dada a origem africana do ritual, alguns elementos materiais funcionam como fetiches, centralizando o poder e a força sobrenatural. Investidos de magia, transformando-se em símbolos condutores.

 
 

Capitão de Coroa - Guarda de Moçambique
Assim, o bastão é o símbolo de comando do Moçambique, enquanto a espada e o tamboril conduzem o Congo. A interpretação da origem dos fetiches está ainda ligada à fundamentação mítica, onde o Congo, abridor de caminhos, se arma pela espada, enquanto conduz o tamboril, símbolo dos instrumentos que moveram a imagem santa; o Moçambique carrega o bastão, índice de poder, por ter conseguido o resgate da estátua.
Ainda no movimento da dança se replica a força do mito: o Congo se desloca rapidamente, enquanto é mais lento o movimento dos "donos-de-coroa". A dança dos congos é saltitante, marcada pela ginga e pelo cruzamento de pernas e pés; a direção assumida é da horizontalidade, com deslocamentos laterais (movimento pendular). O movimento do Moçambique assume uma profundidade que se caracteriza pela tendência à penetração: é como se o corpo do dançante quisesse varar a terra, batendo e voltando. Um dos elementos mais importantes para a distinção do Congo e do Moçambique é a linguagem dos cantos. Como guarda mais antiga, os moçambiqueiros são os senhores da música secreta e mágica, cantando a memória de África e dos antepassados. Com a mesma força criativa com que fez seus tambores de inhame para tirar a Senhora das águas, o Moçambique recria o canto, com improvisações que podem durar longo tempo: abre-se a caixinha mágica do inconsciente coletivo e a memória mítica aflora.
A linguagem do Congo expressa a religiosidade e a vida mais recente do grupo, através dos cantos que lembram os problemas sociais com o poder público e a Igreja, a história de guardas visitantes e as brincadeiras ou bizarrias. A estrutura do canto é fixa, limitando-se às improvisações.
 
Rainha do Congado dos Arturos  - Unicamp, 1996 

Fontes bibliográficas: Núbia Pereira de Magalhães Gomes e Edimilson de Almeida Pereira. 
"Negras Raízes Mineiras: Os Arturos". Juiz de Fora: Editora da UFJF/MINC, 1998. 
Arturos: Olhos do Rosário". Belo Horizonte: Mazza Edições, 1990 (textos sobre fotografias de Marcelo Pereira). 

Encontro com o Folclore
http://www.unicamp.br/folclore/folc6/festa_rosario.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

BRASÍLIA ESTRANGEIRA

Em Brasília,  75% dos habitantes não nasceram no Distrito Federal. Sua população adulta é originária de outros Estados ou países. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o Perfil dos Migrantes em  dez regiões metropolitanas brasileiras que concentram mais de 30% da população do país. 
O estudo, .divulgado hoje (6/10),  analisou a inserção social dos migrantes nacionais e estrangeiros residentes nestas regiões, que em média tem  26,9% dos habitantes  originários de outros estados. A grande São Paulo, que concentra 10% da população pesquisada,vem em segundo lugar com 45,5% de imigrantes. Porto Alegre possui o menor percentual, com apenas 6% de cidadãos estrangeiros vivendo na capital. 
No caso de Brasília, que como unidade da federação tem sua população analisada junto com todas as cidades satélites do Distrito Federal que há mais de 50 anos vem recebendo levas de migrantes, todos aqueles não nascidos na capital federal são considerados estrangeiros pela pesquisa.  São os chamados candangos, aqueles que vieram com a construção e a consolidação da capital federal, enquanto que os que nasceram no quadrilátero do Planalto Central são os "brasilienses da gema".
A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores avaliaram questões como a origem, a ocupação, a renda e a escolaridade dessa população. O estudo traz ainda dados sobre os núcleos familiares e o acesso dos migrantes às tecnologias da informação e comunicação (TIC).

terça-feira, 4 de outubro de 2011

São Francisco com Arte












VII FESTIVAL BRASILIA DE CULTURA POPULAR - PROGRAMAÇÃO




VII FESTIVAL BRASILIA DE CULTURA POPULAR
 
Oficinas, Troca de Saberes e Grandes Atrações Culturais
Dia: 3 a 9 de outubro
Local: Complexo Cultural da Funarte
Classificação Livre
 
Confira os horários na programação:
 
3, 4 e 5/10 - segunda a quarta 
9h às 12h
Oficinas Gabi Guedes e Fanta Konatê

19h às 22h
Oficinas Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
 
4 e 5/10 - terça e quarta
15h às 18h
Oficina Renata Rosa
 
6/10 - quinta-feira
Abertura na sede do grupo Seu Estrelo e o
Fuá do Terreiro com A Roda do grupo anfitrião; 
Nazareno Cia. de Bonecos; e uma
Roda de Afoxé – Alafin Oyó e convidados do
Oxum Pandá e Filhos de Gandhy
 
 
Dia 07/10 - sexta-feira
20h Helder Vasconcelos com Espetáculo Espiral, Brinquedo Meu (PE)
(Teatro Plínio Marcos, com retirada de Ingresso)
21h Mestre Zé do Pife e as Juvelinas (DF)
22h Filhos de Gandhy (BA)
23h Chegada do Calango Voador
Cortejo com Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)
0h Samba de Coco Raízes de Arcoverde (PE)
 
Dia 08/10 – sábado
15h Troca de Saberes no Teatro Plínio Marcos
17h Grito de Liberdade (DF)
18h Badia Medeiros (DF)
19h Boi de Mestre Teodoro (DF)
20h Orquestra Marafreboi (DF)
21h Maracatu Piaba de Ouro (PE)
22h Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto (CE)
0h Renata Rosa (PE)
01h Encontro de Coquistas:
Aurinha do Coco (PE)
Ana Lúcia do Coco do Amaro Branco (PE)
Martinha do Coco (DF)
 
Dia 09/10 - domingo
17h  Mamulengo Presepada (DF)
18h Maracatu Patrocínio do Brejão (SE)
19h Afoxé Oxum Pandá (PE)
20h Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro - Sambada (DF)
21h Siba e a Fuloresta (PE)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lembranças da Regbit http://regbit.blogspot.com/



foto hartz
Um novo livro está chegando para contar uma importante história na vida de jovens brasileiros. Eles viveram na eferverscência dos anos 70.
De um lado, os países desenvolvidos estavam lidando com situações que eram, de certa forma, prolongamentos das discussões comportamentais da década de 60. 
Porém essa não era verdade em países como o Brasil, onde a falta de liberdade estava na ordem do dia.
Uma ditadura de direita governava, prendia, torturava e matava.
É nesse contexto que vamos encontrar jovens que estudavam na Universidade de Brasília (UnB). Sem nenhuma ilusão em relação à prosperidade prometida pelo milagre brasileiro. Para eles havia um outro compromisso: lutar para que a vida política da nação voltasse à normalidade democrática.
Mas nada era fácil. A opressão estava em toda parte da UnB: na reitoria, nas faculdades, departamentos e nos corredores. Alguns ficaram com medo e baixaram a cabeça. 

Todavia um grupo de estudantes decidiu resistir até as últimas conseqüências. E assim fez.
Como mártires pagaram. Não com a extinção da vida física. Mas da acadêmica. Foram perseguidos e expulsos da UnB. 

A ditadura tentou fazer as pessoas acreditarem que estava empenhada em varrer do mapa um bando de arruaceiros.
Tentou mas não conseguiu.

Essa história será contada em Brasilíada, a novela de Brasília.

Palco Giratório em Anápolis GO apresenta Quiprocó com a Cia Moitará do RJ



A 1° vez a gente nunca esquece – PALCO GIRATÓRIO PELA 1° VEZ EM ANÁPOLIS –FALTA UMA SEMANA
Pedimos a todos que divulguem, sem vocês que são a ponte entre a produção e o público,  nada acontece.
Anápolis merece.
Luiz Sérgio Fragelli Castanheira

domingo, 2 de outubro de 2011

Cinema e Psicanálise

Tereza Cruvinel fala dos quatro anos à frente da EBC

Amigas, amigos,
Compartilho com todos o artigo que publiquei ontem no Correio Braziliense sobre os quatro anos à frente da EBC/TV Brasil. Há uma distância oceânica entre o que digo nele e o que diz a matéria publicada hoje pela Folha de São Paulo, para a qual não foi ouvida. Tudo bem, é o novo jornalismo à brasileira.  Custou mas já  me  acostumei.

Quatro anos de bom combate


            Tereza Cruvinel

Há quatro anos,  o debate de um tema novo no Brasil excitava os meios político, jornalístico, cultural e audiovisual, principalmente.   Numa hora em que aspirações e demandas represados  afloravam,  na esperança de serem realizadas sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva,   o sonho de uma TV Pública   independente e tecnologicamente moderna, aberta à criatividade e à inovação mas ligada à diversidade e à tradição, resultou no Fórum liderado pelo então ministro da Cultura, Gilberto Gil. Lula acolheu a demanda e encarregou de sua implementação o ministro-chefe da Secom,  jornalista Franklin Martins.  Em Outubro de 2007, editou a Medida Provisória 398, propondo a criação não apenas da TV Pública mas de uma empresa encarregada de montar, a partir dos poucos canais que a União controlava, um Sistema Publico de Radiodifusão.
            A proposta se amparava na Constituição, que em seu artigo 223 determina a complementaridade, na radiodifusão, entre sistemas estatal, privado e publico.  Cobrindo a Constituinte, já como colunista política, acompanhei  as articulações de Arthur da Távola, Cristina Tavares, Irma Passoni e outros poucos iniciados no tema da comunicação pública. Mas 20 anos depois a expressão ainda era confundida com propaganda ou comunicação estatal ou governamental, apesar da tradição acadêmica e da preocupação da  UNESCO com o tema. Com base na MP, em 31 de Outubro foi criada a  Empresa Brasil de Comunicação, a EBC. Dias antes, eu aceitara o convite para presidi-la, assumindo a responsabilidade maior por sua implantação. Com o coração dividido mas convencida da natureza democrática do projeto,  deixei o jornal O Globo, onde escrevi a coluna Panorama Político por 22 anos, deixando ainda o blog a ela associado, um dos primeiros da blogosfera política, a Rádio do Moreno e o papel de comentarista na Globonews, canal onde eu atuava desde sua criação, dez anos  antes.
            De lá para cá, foram muitos os furacões e tempestades mas o tema da comunicação publica entrou na ordem do dia. Completando o quarto ano de mandato,  não cogito nem desdenho a hipótese da recondução. Dela tratará primeiro, com a  legitimidade que as urnas lhe deram,  a presidenta Dilma Rousseff. Secundariamente,  virá meu exame da conveniência. Mas o que já estamos fazendo, eu e meus companheiros  de diretoria,  é a prestação de contas do que fizemos.
            E não fizemos pouco. Primeiro, vencemos  a luta pela aprovação da lei 11652/2008, marco legal avançado para a comunicação publica no Brasil.  Hoje a EBC é uma empresa tecnologicamente moderna , socialmente inclusiva e editorialmente independente. Saem admirados os que vistam nosso Centro de Mídia Públicas, no modesto mas bem adaptado Conjunto Venâncio 2000, dotado de cinco estúdios de TV e oito de rádio,  entre outras instalações.  Investimos anualmente um terço de nosso orçamento em equipamentos e modernização, e  também em TI, recurso fundamental na era da TV digital e da convergência de mídias.    A TV Brasil é uma emissora nacional, líder da Rede Pública de Televisão, composta por outras 22 TVs estaduais.  A TV Brasil Internacional chega a 69 países. A programação seria exibida com honra por qualquer  TV pública do mundo.   O Conselho Curador funciona com autonomia,  fiscalizando a observância dos princípios, e a Ouvidoria é ativa na interface com telespectadores, ouvintes e leitores do sistema EBC, composto ainda por oito  emissoras de radio, a Agência Brasil de Notícias e a Radioagência  Nacional. 
            No início, tentaram desqualificar a TV Brasil chamando-a “TV do Lula”. Ele se foi, passaram a questionar a audiência, que ainda é baixa mas não muito inferior à das duas menores redes comerciais. Conquistar telespectadores será sempre um objetivo mas é preciso também dizer que a TV Pública não pode ser medida com a régua da TV comercial, que transforma cada ponto de audiência em cifrões de publicidade. A TV pública deve ser medida pelos  valores culturais, educativos, éticos e estéticos que difunde. Pela contribuição à cultura e à democracia, pelo papel que cumpre no fortalecimento da produção audiovisual independente e regional. Pela prioridade dada às crianças, às quais oferece seis horas diárias de boa programação, como não faz nenhuma outra televisão.
            Destes quatro anos de combate guardarei algumas cicatrizes, mas isso não importa. Importante é que, apesar dos laivos de obscurantismo, a democracia saiu ganhando.

            Tereza Cruvinel é diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação - EBC.

( Publicado no Correio Braziliense em 01.10.2011, Seção Opinião.)