quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Lula: “Vamos começar trabalhando, temos de gerar emprego e distribuir renda”

  

Lula: “Vamos começar trabalhando, temos de gerar emprego e distribuir renda”

Confira os nomes de mais 16 ministros anunciados por Lula nesta quinta-feira (29). Ele reiterou que o povo tem pressa na reconstrução do país: “Por todos esses anos de desgoverno, teremos de trabalhar em dobro”

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fala à imprensa, ao lado dos ministros do novo governo (Foto: Ricardo Stuckert)

O povo brasileiro tem muita pressa em reerguer o país dos escombros do desgoverno Bolsonaro. Apesar do reconhecimento sobre a destruição causada pelo extremista de direita no tecido social do Brasil, a declaração do presidente eleito Lula, nesta quinta-feira (29), em Brasília, foi carregada de otimismo e esperança. À imprensa, ele anunciou os nomes de mais 16 ministros que integrarão o novo governo, totalizando 37 pastas. No evento, Lula falou dos desafios do primeiro escalão e reiterou sua disposição em trabalhar incessantemente para reconstruir o país e devolver a dignidade ao povo brasileiro.

Veja a lista completa dos 37 indicados por Lula

“Vamos começar trabalhando, temos mais de 13 mil obras paralisadas”, apontou Lula. “Precisamos gerar emprego, pagar salário e distribuir renda, esse povo tem de ter o direito de sofrer menos” afirmou. “Depois de muito trabalho, discussão e ajustes, terminamos de montar o primeiro escalão do governo”, festejou o presidente. “A partir da posse, vamos começar a discutir o segundo escalão, os cargos do governo federal em cada estado”, detalhou.

Lula anunciou que tão logo os ministros sejam empossados, ele fará uma reunião para traçar os primeiros dias de trabalho. Em seguida, irá se reunir com os governadores para fazer um levantamento dos projetos de infraestrutura necessários ao país.

“Pelo desgoverno a que o Brasil foi submetido nesses anos, teremos de trabalhar em dobro para recuperá-lo”. Ao anunciar os nomes, Lula chamou atenção para a diversidade do novo governo, com destaque especial para as mulheres.

“Nunca antes na história do Brasil, tivemos tantas mulheres ministras, uma indígena ministra dos povos indígenas”, exemplificou. “Falei com a Sonia [Guajajara, ministra dos Povos Indígenas] que essa é uma experiência nova”, revelou o petista. Lula afirmou que o presidente da Funai também será um indígena. “Será importante porque irá aperfeiçoar tudo o que iremos fazer para demarcar terras indígenas e cuidar do povo”, disse.

O presidente eleito anunciou ainda que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica terão duas mulheres no comando das instituições.

Reconstruindo o país

“Quero que todos os companheiros e companheiras que foram nomeados agora façam parte da história política desse país, em um momento em que tivemos a coragem de assumir o Brasil numa situação extremamente delicada, um país que foi destruído em muitas das coisas que fizemos”, pontuou.

“Quase tudo na área social foi desmontado, teremos de remontar outra vez, mas com muito mais competência, vontade e disposição. Foi para isso que eu me candidatei outra vez à Presidência”, lembrou Lula.

“Sejam o mais democratas possível na montagem do governo, é importante olhar quem tem competência técnica, qualificação”, recomendou o presidente. “Temos de montar o melhor ministério que pudermos para começar a trabalhar”.

Lula agradeceu ainda aos líderes dos partidos que colaboraram na formação de governo e pela mobilização em torno da aprovação da PEC o Bolsa Família no Congresso Nacional.

O presidente encerrou o discurso convidando todos os presentes para a grande festa popular que tomará a capital no ato de posse do dia 1º. “Não fiquem preocupados com barulho. Quem perdeu as eleições, fique quietinho e quem ganhou tem o direito de fazer uma grande festa popular aqui em Brasília”, celebrou o presidente eleito.

Confira os ministros e ministras anunciados, além dos líderes do novo governo na Câmara, Senado e Congresso:

Planejamento

Simone Tebet – senadora (MDB) e advogada

Meio Ambiente

Marina Silva – deputada federal (Rede), ambientalista e historiadora

Transportes

Renan Filho – senador (MDB) e economista

Cidades

Jáder Filho – presidente do MDB do Pará e empresário

Previdência

Carlos Lupi – presidente nacional do PDT e professor

Agricultura

Carlos Fávaro – senador (PSD) e agrônomo

Minas e Energia

Alexandre Silveira – senador (PSD) e advogado

Pesca e Aquicultura

André de Paula – advogado

Desenvolvimento Agrário

Paulo Teixeira – deputado (PT) e advogado

Turismo

Daniela do Waguinho – deputada federal (União) e pedagoga

Comunicações

Juscelino Filho – deputado federal (União) e médico

Comunicação Social

Paulo Pimenta – deputado federal (PT) e jornalista

Esporte

Ana Moser – ex-jogadora de vôlei

Povos Indígenas

Sonia Guajajara – deputada federal (Psol) e educadora

Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Gonçalves Dias –  general da reserva

Integração Nacional

Waldez Goés – governador do Amapá

Líderes no Congresso Nacional

Líder do governo na Câmara

Lula também anunciou os líderes do governo na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no Congresso Nacional

José Guimarães (PT-CE)

Líder do governo no Senado

Jaques Wagner (PT-BA)

Líder do governo no Congresso

Randolfe Rodrigues (REDE-AP)

Da Redação




 

 Pelé: o Brasil despede-se do maior jogador de futebol de todos os tempos

“Poucos brasileiros levaram o nome do nosso país tão longe feito ele”, afirmou Lula. “Obrigada pelas alegrias que nos deu na seleção e por honrar o nome do Brasil mundo afora! Pelé, presente!”, agradeceu Gleisi

Pelé, o maior jogador de todos os tempos, partiu nesta quinta-feira (29) (Foto: Neil Hall - Getty Images)

Herói do Brasil e reverenciado em todo o planeta, o maior jogador de futebol de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé, nos deixou nesta quinta-feira (29), aos 82 anos. Pelé estava internado em São Paulo, no hospital Albert Einstein, onde enfrentava um câncer no cólon. Ele não resistiu ao avanço da doença e faleceu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

O atleta será enterrado no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. A cidade também abrigará o velório do jogador no Estádio Urbano Caldeira, mais conhecido como Vila Belmiro. Pelé deixa seis filhos. 

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a perda irreparável do atleta. “Poucos brasileiros levaram o nome do nosso país tão longe feito ele. Por mais diferente do português que fosse o idioma, os estrangeiros dos quatros cantos do planeta logo davam um jeito de pronunciar a palavra mágica: “Pelé””, ressaltou Lula, pelo Twitter.

Veja abaixo as manifestações de Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras lideranças e autoridades.

A presidenta Nacional do PT Gleisi Hoffmann também prestou suas condolências à família e admiradores de Pelé. “Obrigada pelas alegrias que nos deu na seleção brasileira e por honrar o nome do Brasil mundo afora! Vá em paz. Pelé, presente!”

“Ninguém foi um rei tão amado. Transmito às brasileiras e brasileiros e à sua família meu imenso pesar”, lamentou a ex-presidenta Dilma Rousseff, pelo Twitter.

A futura ministra do Esporte, Ana Moser, lamentou a perda do atleta.“Pelé é sinônimo de Brasil, é muito maior que futebol. É o futebol porque foi a maneira como ele expressou a arte, a força dele. É futebol porque o Brasil foi muito conhecido pelo futebol, mas é muito além. É a condição de qualidade, de produzir o nível de jogo do futebol que ele foi capaz e assim representar a condição de um povo”, declarou Moser.

Pelé nasceu em Três Corações (MG) no dia 23 de outubro de 1940. Começou a carreira jogando pelo Santos. Pela seleção brasileira, foi responsável por três vitórias do Brasil na Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970). Com a camisa 10 da Seleção, marcou 95 gols e transformou-se no grande artilheiro do time. Chegou à marca dos mil gols antes dos 30 anos.

Desconhecido, Pelé estreou na Copa de 1958, aos 17 anos, e saiu consagrado após marcar seis gols e trazer o caneco para o Brasil. Depois da espetacular vitória do Brasil na Copa de 1970, na qual elevou o futebol à categoria de arte, eternizou-se nos corações da humanidade e mudou para sempre a história do Brasil e do esporte mundial.

Da Redação







































PARADA SECRETA, PERU NA MALA E 36H DE ÔNIBUS: OS PERRENGUES RUMO À POSSE
 

Flávia Silveira, o marido Airto e a filha em um comício de Lula; casal sairá de Florianópolis rumo a Brasília
Imagem: Arquivo pessoal

Apoiadores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva organizam 
caravanas para a posse em Brasília, no dia 1º. As viagens chegam a 
36 horas de ônibus, com ações contra infiltrados e paradas secretas. 
Em alguns casos, o réveillon será no meio do caminho — os viajantes 
levam peru assado na bagagem.

Há caravanas programadas para sair de várias partes do país a partir do dia 30. 
Além da cerimônia de posse, também estão previstos shows em Brasília
A expectativa é de público de 300 mil pessoas, segundo a equipe de transição.

Nem eles sabem as paradas

A coordenadora de implantação de sistemas Flávia Silveira, de 41 anos, vai 
partir de Florianópolis na sexta-feira para a capital federal em um ônibus, 
com o marido Airto. A excursão foi organizada por uma das lideranças 
do PT em Santa Catarina.

A viagem de Flávia e Airto:

Começa em 30 de dezembro


Sai de Florianópolis

30 horas de ônibus

Cerca de R$ 550 por pessoa

Credenciais serão conferidas para barrar possíveis infiltrados

Por segurança, paradas não foram reveladas nem aos viajantes

A eleição de Lula agora faz Flávia lembrar do ano de 2002, quando 
participou de comícios e panfletou mesmo estando grávida da 
primogênita. Naquela época, ela não pôde ir à posse.

A filha Beatriz faz 20 anos no dia 4 de janeiro. É estudante da UFSC 
(Universidade Federal de Santa Catarina), onde ingressou como 
cotista de escola pública. A mãe também estudou na instituição 
durante o governo Lula.

"Não participei [da posse em 2003] porque estava na reta final

 da gravidez e desempregada. Minha filha nasceu no dia 

4 de janeiro de 2003 e isso impactou para nós, no quanto 

a gente conseguiu prosperar"
      

Flávia Silveira

Mesmo diante dos casos de violência nos últimos dias, como a prisão de um 

bolsonarista que carregava um artefato explosivo em uma área de acesso ao 

Aeroporto Internacional de Brasília, Flávia não pensa em desistir da viagem.

"O momento é importante demais para ficar acuado. Não 

podemos deixar que nos imponham medo"
Flávia Silveira