sábado, 5 de fevereiro de 2022

KAKAY: 'MORO É UM INDIGENTE INTELECTUAL QUE MERCADEJOU A TOGA' | Entrevista

425 mil inscritos
Advogado criminalista que calcula já ter defendido quatro presidentes da República e 80 govenadores, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, foi uma das primeiras vozes a se levantar contra as práticas do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores federais de Curitiba ainda no início da Operação Lava Jato. Ligado aos desdobramentos processuais desde o primeiro dia do inquérito ao assumir a defesa do doleiro Alberto Youssef, Kakay sempre denunciou o papel político cumprido por Moro e pela força-tarefa comandada por Deltan Dallagnol. Moro hoje almeja a Presidência da República e Kakay pede que a conduta do ex-juiz na Lava Jato seja objeto de investigações mais aprofundadas: “O Brasil tem o direito de saber”, diz. O advogado questiona quais interesses estiveram e estão por trás do pré-candidato pelo Podemos: “O pré-sal foi liquidado. A interesse de quem?”, questiona. Kakay também critica o contrato de trabalho estabelecido entre Moro e a empresa de consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, que atua no gerenciamento de verbas oriundas das empresas brasileiras quebradas pela Lava Jato: “Como imaginar um indigente intelectual fazendo um contrato desse?”, provoca. Seja membro do Clube do Canal de CartaCapital e tenha acesso a benefícios exclusivos: https://bit.ly/ClubeDoCanal

Após dois anos sem provas, vestibular 2022 da UnB é neste fim de semana; veja detalhes

 Provas são no sábado (5) e domingo (6), a partir das 13h. A universidade oferece 2.112 vagas na Asa Norte, Planaltina, Ceilândia e Gama; resultado está previsto para terça-feira (8).


O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) amanheceu vazio na manhã desta quarta-feira (15); professores e alunos paralisaram atividades contra bloqueio de verbas anunciado pelo governo federal — Foto: Geraldo Bechker/TV Globo


O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) amanheceu vazio na manhã desta quarta-feira (15); professores e alunos paralisaram atividades contra bloqueio de verbas anunciado pelo governo federal — Foto: Geraldo Bechker/TV Globo

O vestibular de 2022 da Universidade de Brasília (UnB) ocorre neste sábado (5), e no domingo (6). As provas são no Distrito Federal, e também nas cidades de Formosa, Goiânia e Valparaíso (GO), além de Uberlândia (MG). Nos últimos dois anos, a prova não ocorreu, por conta da pandemia de Covid-19.

Ao todo, 10.916 candidatos disputam 2.112 vagas. Os exames começam as 13h, e os locais de prova podem ser consultados no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que é a banca responsável pelo processo seletivo.

No sábado, os candidatos respondem questões de língua portuguesa, língua estrangeira, literatura, geografia, história, artes, filosofia, sociologia e ainda fazem a redação. No domingo é a vez de testar os conhecimentos de biologia, física, química e matemática (saiba mais abaixo).


divulgação do gabarito deve ocorrer na terça-feira (8), a partir das 19h. O resultado oficial da seleção, e a convocação para registro acadêmico on-line, estão previstos para 18 de março. O primeiro semestre de 2022 da UnB começa no dia 6 de junho.


    O que levar?


    Para realizar a prova, os candidatos devem apresentar o comprovante de inscrição e um documento de identidade original. O exame deverá ser respondido em caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

    Os vestibulandos também podem levar água e lanches, desde que estejam em recipientes transparentes.

    Como estão distribuídas as vagas?


    • Câmpus Darcy Ribeiro: 1.739 vagas
    • Ceilândia: 148 vagas
    • Gama: 140 vagas
    • Planaltina: 85 vagas

    sala de aula, educação, professor, redação, caneta preta — Foto: Fred Dufour/AFP

    sala de aula, educação, professor, redação, caneta preta — Foto: Fred Dufour/AFP

    Medidas de proteção contra a Covid-19

    De acordo com o Cebraspe, as seguintes medidas de proteção foram adotadas, em razão da pandemia de Covid-19:

    A entrada e permanência nos locais de prova só será permitida à candidatos que estiverem usando máscaras de proteção.

    É recomendado que os vestibulandos levem máscaras reservas em sacos plásticos transparentes, para possível troca

    • Os candidatos deverão submeter-se a verificação de temperatura corporal
    • Deve-se observar o distanciamento estabelecido e respeitar as marcações com fitas
    • Higienizar as mãos com álcool e gel (o candidato pode levar o próprio, desde que em recipiente transparente)
    • Submeter-se ao controle de saída dos candidatos ao término das provas para evitar aglomeração

    Vestibular UnB 2022


    Sábado (5): conhecimentos I e II, prova de redação em Língua Portuguesa

    • Conhecimentos I: prova formada por 30 questões de línguas estrangeiras (Língua Espanhola, Língua Francesa ou Língua Inglesa)
    • Conhecimentos II: prova de 120 questões focadas nos conteúdos de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Geografia e História, Artes (Artes Cênicas, Artes Visuais e Música), Filosofia e Sociologia

    Domingo (6): conhecimentos III

    • Prova de 150 questões de biologia, física, química e matemática

    Dicas para a prova

    Imagem de arquivo mostra estudante procurando nomes na lista de aprovados no vestibular da UnB  — Foto: Emília Silberstein/Secom UnB

    Imagem de arquivo mostra estudante procurando nomes na lista de aprovados no vestibular da UnB — Foto: Emília Silberstein/Secom UnB

    É comum que os vestibulandos sintam-se nervosos antes e durante as provas. Ingerir alimentos leves, e dormir bem antes dos exames são maneiras práticas de amenizar, ou ajudar a controlar essa sensação. A psicoterapeuta especialista em adolescentes, Camila Montú, também aconselha os jovens a "alimentar pensamentos que gerem segurança".


    "A questão do nosso pensamento, o que a gente imagina, tem muito efeito. Ficar pensando 'é muito difícil, é pouco tempo, eu não vou conseguir', são pensamentos negativos que fazem com que todo o nosso corpo se mova nessa direção", diz Camila.

     

    Segundo a psicoterapeuta, "o melhor é pensar 'tudo bem'. Essa é uma oportunidade, mas não é a única. Fiz o melhor que eu pude até aqui". Ela também aconselha aos candidatos que cheguem cedo e evitem a "correria".

    "Sair correndo, atrasado, gera uma ansiedade desnecessária. Então, se organizar, chegar antes, e não passar por perrengues nesses dois dias, vão deixar o candidato naturalmente mais tranquilo", aponta.

    Por g1 DF

    sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

    Lula explica relação entre preço da gasolina e desmonte da Petrobras

    Em entrevista a rádio, Lula mostra como governo Bolsonaro usa a Petrobras para dar dinheiro a acionistas e favorecer a venda de combustível americano no Brasil. E quem paga é o povo brasileiro

     04/02/2022 16h24
    Ricardo Stuckert

    Lula: "Os acionistas têm direito de receber dividendos, mas a Petrobras tem que cuidar do povo brasileiro"


    “Veja que coisa absurda: o preço do petróleo está internacionalizado. A gente está pagando gasolina e óleo diesel a preço em dólar. Isso seria compreensível se o Brasil não fosse autossuficiente, se o Brasil estivesse importando (gasolina e diesel) porque não tem petróleo. Mas o Brasil tem petróleo e é autossuficiente”, disse Lula.Lula voltou a esclarecer, na quinta-feira (3), durante entrevista à RDR – Rede de Rádios Paraná, que não existe razão para o absurdo preço cobrado pelos combustíveis hoje no Brasil. O ex-presidente explicou que a gasolina já passa de R$ 8 em alguns estados porque o governo Bolsonaro insiste na política de dolarização de preços na Petrobras, que é uma empresa pública, que deveria cuidar dos interesses nacionais e da nossa população.

    E há dois motivos para a Petrobras praticar preços em dólar para combustíveis que são produzidos aqui no Brasil, observou Lula. O primeiro é garantir mais lucro aos acionistas da empresa, em grande parte gente rica de outros países. Vale lembrar que, no ano passado, a empresa pagou a esses acionistas nada menos que R$ 63,4 bilhões.

    A outra razão é ajudar as empresas norte-americanas a vender sua gasolina no Brasil. Se não fossem os preços em dólar da Petrobras, o combustível importado seria muito mais caro, e ninguém, em sã consciência, o compraria no Brasil. Então o que o governo Bolsonaro faz? Aumenta o preço da gasolina brasileira para que a americana também tenha espaço. 

    “Hoje, nós temos no Brasil mais de 400 empresas privadas importando gasolina dos Estados Unidos”, informou Lula. “A responsabilidade de quem está dirigindo este país é entregar para a iniciativa privada, que vai comprar gasolina dos Estados Unidos e vender para a gente a preço de dólar. Os coitados dos motoristas de caminhão, por essas estradas, não conseguem ganhar dinheiro porque gastam tudo com óleo diesel”, completou.

    Governo Bolsonaro confirma 

    A prova de que Lula fala a verdade vem do próprio governo. Também na quinta-feira, o general que Bolsonaro colocou para comandar a Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse, em um evento organizado por um banco internacional, que “o abastecimento do mercado tem que ser uma oportunidade para todos” (todos, leia-se, empresas estrangeiras). Ele também deixou claro que a estatal brasileira, sob sua gestão, não se preocupa com a população, ao dizer que “a Petrobras tem responsabilidade social, mas não pode fazer política pública”.

    Por que não pode se é uma empresa pública, criada pelo povo brasileiro e que pertence ao povo brasileiro? Que durante os governos Lula e Dilma não só manteve o preço dos combustíveis estáveis como também investiu no país, gerando novas tecnologias e milhões de empregos?

    Por isso, Lula tem denunciado que uma das razões do impeachment fraudulento contra Dilma Rousseff foi a decisão dos governos do PT de usar a Petrobras e o petróleo do pré-sal como ferramentas de desenvolvimento do Brasil.

    “Essa é uma das razões por que deram o golpe na Dilma. Como nós fizemos uma nova lei do petróleo, que garantia que o petróleo fosse do povo brasileiro, que garantia a criação de um fundo de desenvolvimento com o dinheiro do petróleo para a educação, a saúde e a ciência e tecnologia, e tinha uma empresa criada para administrar as riquezas do pré-sal, como é feito na Noruega, então eles não se aquietaram até mudar”, disse o ex-presidente à RDR.

    Soberania x interesses estrangeiros

    O fato de que, após o golpe, toda a política relacionada ao petróleo mudou para favorecer os acionistas e produtores de combustível norte-americanos é mais uma fortíssima evidência de que todo o processo iniciado pela Lava-Jato para tirar Dilma e prender Lula atendia a interesses estrangeiros.

    Não por acaso, como mostraram mensagens de celular vazadas, autoridades americanas e europeias deram todo tipo de apoio aos procuradores de Curitiba e ao ex-juiz Sergio Moro, que, após concluir o serviço sujo, acabou indo “trabalhar” em Washington para a empresa Alvarez & Marsal, onde ganhou, em apenas 10 meses, R$ 3,5 milhões. Um episódio, por sinal, que ainda precisa ser explicado e que levou o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) a pedir investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Agora, de volta ao país como presidenciável, Moro é um dos que defendem a privatização definitiva da Petrobras, o que representaria um duro golpe na soberania do país e o fim das chances de o Brasil utilizar a riqueza do pré-sal para se desenvolver e melhorar as condições de vida da população.

    Por um governo que goste do Brasil

    Na entrevista à RDR, Lula lembrou que, após o golpe, toda a política que garantiria o uso do pré-sal para desenvolver o país e garantir gasolina barata aos brasileiros começou a ser desmontada. “Quando eu estava no governo, estávamos fazendo o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e as refinarias em Pernambuco, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte”, recordou.

    Com um conjunto de refinarias, o Brasil poderia retirar o petróleo do pré-sal e transformar em gasolina e óleo diesel, produzindo o suficiente para vender a um bom preço para os brasileiros e ainda exportar para outros países, não o petróleo bruto, mas derivados, que são muito mais valiosos e, logo, trariam mais dinheiro para o país.

    Mas o que tem sido feito? Não só a construção de outras refinarias foi interrompida como as feitas por Lula e Dilma estão sendo vendidas a grupos internacionais, que já começam a praticar no Brasil preços mais altos, dolarizados (veja a série de vídeos sobre o desmonte da Petrobras ao fim desta matéria). E, para fingir que não tem culpa no cartório, Bolsonaro se finge de indignado e culpa os impostos pelo alto preço. Puro teatro.

    É por tudo isso que Lula tem dito que, se for candidato e venha a ser eleito, vai interromper o processo de desmonte e venda da Petrobras e não vai mais dolarizar os combustíveis produzidos aqui.

    “Não é possível que este país não goste de si. Que a gente não tenha um governo que não goste do Brasil”, lamentou Lula. “Os acionistas de Nova York, os acionistas do Brasil têm direito de receber dividendos dos lucros da Petrobras. Mas a Petrobras tem que cuidar do povo brasileiro. Eu não posso enriquecer o acionista americano e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga um preço mais caro por conta do preço da gasolina”, argumentou.

    Da Redação