quarta-feira, 3 de junho de 2026

 

Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula

O Pix é amado pelos brasileiros de esquerda, de centro e de direita, assim como pelos ricos e pobres

Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula
Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

Há poucos temas capazes de unir praticamente todos os brasileiros. O Pix é um deles.


Num país polarizado e marcado por profundas divisões políticas, ideológicas e sociais, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tornou-se uma unanimidade nacional. O trabalhador que recebe seu salário, o pequeno comerciante da periferia, o empreendedor, o profissional liberal, o estudante, o aposentado e até os grandes empresários utilizam diariamente uma ferramenta que revolucionou a circulação de dinheiro no BrasilO motivo é simples: o Pix funciona.

E funciona porque nasceu para servir à população, não aos interesses dos intermediários financeiros. Pela primeira vez na história brasileira, milhões de pessoas passaram a ter acesso a um sistema de pagamentos gratuito, instantâneo, disponível 24 horas por dia e sem as tarifas que enriqueceram durante décadas bancos e operadoras de cartões.

O Pix democratizou o dinheiro.

Reduziu custos, ampliou a inclusão financeira, facilitou a vida dos pequenos negócios e aumentou a eficiência da economia nacional. Em poucos anos, tornou-se uma das maiores inovações financeiras do planeta e um exemplo estudado por diversos países.

É justamente por isso que ele incomoda.

O governo de Donald Trump decidiu transformar o Pix em alvo político e econômico. O motivo não é difícil de compreender. O sucesso do sistema brasileiro ameaça interesses bilionários de gigantes internacionais dos meios de pagamento, como Visa e Mastercard, assim como outras empresas acostumadas a cobrar taxas elevadas de comerciantes e consumidores em todo o mundo.

Quando uma pessoa faz um Pix, que pode ser feito de forma recorrente, ela não paga anuidade. Não paga mensalidade. Não paga tarifa. Não paga comissão.

Esse modelo representa uma ruptura com uma indústria global construída justamente sobre a cobrança dessas taxas.

O que está em jogo, portanto, não é apenas um sistema de pagamentos. É uma disputa entre dois modelos. De um lado, um instrumento público, eficiente e gratuito. Do outro, interesses privados internacionais que lucram com cada transação realizada.

Por isso são tão preocupantes as ameaças vindas dos Estados Unidos. Fala-se em monitoramento externo, restrições e mecanismos de pressão que poderiam comprometer o funcionamento de um sistema que pertence exclusivamente ao Brasil.


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Leonardo Attuch

Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.

538 artigos

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Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula

O Pix é amado pelos brasileiros de esquerda, de centro e de direita, assim como pelos ricos e pobres

Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula
Ataque de Trump e dos irmãos Bolsonaro ao Pix facilitará a vitória de Lula (Foto: Brasil 247 / Dall-E)
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Há poucos temas capazes de unir praticamente todos os brasileiros. O Pix é um deles.

Num país polarizado e marcado por profundas divisões políticas, ideológicas e sociais, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central tornou-se uma unanimidade nacional. O trabalhador que recebe seu salário, o pequeno comerciante da periferia, o empreendedor, o profissional liberal, o estudante, o aposentado e até os grandes empresários utilizam diariamente uma ferramenta que revolucionou a circulação de dinheiro no Brasil.

O motivo é simples: o Pix funciona.

E funciona porque nasceu para servir à população, não aos interesses dos intermediários financeiros. Pela primeira vez na história brasileira, milhões de pessoas passaram a ter acesso a um sistema de pagamentos gratuito, instantâneo, disponível 24 horas por dia e sem as tarifas que enriqueceram durante décadas bancos e operadoras de cartões.

O Pix democratizou o dinheiro.

Reduziu custos, ampliou a inclusão financeira, facilitou a vida dos pequenos negócios e aumentou a eficiência da economia nacional. Em poucos anos, tornou-se uma das maiores inovações financeiras do planeta e um exemplo estudado por diversos países.

É justamente por isso que ele incomoda.

O governo de Donald Trump decidiu transformar o Pix em alvo político e econômico. O motivo não é difícil de compreender. O sucesso do sistema brasileiro ameaça interesses bilionários de gigantes internacionais dos meios de pagamento, como Visa e Mastercard, assim como outras empresas acostumadas a cobrar taxas elevadas de comerciantes e consumidores em todo o mundo.

Quando uma pessoa faz um Pix, que pode ser feito de forma recorrente, ela não paga anuidade. Não paga mensalidade. Não paga tarifa. Não paga comissão.

Esse modelo representa uma ruptura com uma indústria global construída justamente sobre a cobrança dessas taxas.

O que está em jogo, portanto, não é apenas um sistema de pagamentos. É uma disputa entre dois modelos. De um lado, um instrumento público, eficiente e gratuito. Do outro, interesses privados internacionais que lucram com cada transação realizada.

Por isso são tão preocupantes as ameaças vindas dos Estados Unidos. Fala-se em monitoramento externo, restrições e mecanismos de pressão que poderiam comprometer o funcionamento de um sistema que pertence exclusivamente ao Brasil.

Nenhum país soberano deveria aceitar esse tipo de interferência.

Mas o aspecto mais grave dessa história talvez seja outro.

É a existência de brasileiros dispostos a colaborar com essa ofensiva.

A família Bolsonaro construiu ao longo dos últimos anos uma relação de alinhamento político quase automático com Donald Trump. Agora, quando o presidente norte-americano escolhe atacar um dos maiores patrimônios tecnológicos e financeiros já criados pelo Brasil, os brasileiros observam atentamente de que lado cada liderança política pretende ficar. Os irmãos Bolsonaro estão com Trump. O presidente Lula está ao lado de todos os brasileiros, mesmo daqueles que, por preconceito ou desinformação, ainda não votam nele.

A população pode divergir sobre impostos, sobre política econômica, sobre costumes ou sobre qualquer outro tema. Mas dificilmente aceitará ataques a uma ferramenta que se tornou parte do cotidiano nacional.

O Pix não pertence à esquerda.

O Pix não pertence à direita.

O Pix não pertence ao governo.

O Pix pertence ao povo brasileiro.

E é justamente por isso que qualquer tentativa de enfraquecê-lo tende a produzir uma reação política poderosa.

Donald Trump talvez não compreenda a dimensão simbólica que o Pix adquiriu no Brasil. Os irmãos Bolsonaro aparentemente também não.

Ao transformar o sistema em alvo, acabam oferecendo ao presidente Lula uma bandeira que dialoga com toda a sociedade brasileira: a defesa da soberania nacional, da inovação tecnológica e dos interesses concretos da população.

Não existe campanha eleitoral mais eficaz do que aquela que consegue conectar uma ideia abstrata — a soberania — com um benefício concreto vivido diariamente por milhões de pessoas.

O Pix é exatamente isso.

Todos usam. Todos conhecem. Todos aprovam.

Por essa razão, o ataque ao Pix pode acabar produzindo um efeito político oposto ao desejado por seus adversários. Em vez de enfraquecer o governo brasileiro, tende a reforçar o sentimento nacional de defesa de uma conquista coletiva.

A eleição de 2026 já se aproxima. Muitos outros temas surgirão até lá. Mas alguns símbolos permanecem.

O Pix já se tornou um deles.

E quem decidir atacá-lo corre o risco de descobrir que está enfrentando não um governo, não um partido, mas a esmagadora maioria dos brasileiros.

O Pix é nosso.

E continuará sendo porque os brasileiros, agora, tendem a repudiar ainda mais a traição nacional representada pelos irmãos Bolsonaro e seus aliados. Em 2026, é fundamental reeleger o presidente Lula para que o Brasil siga sendo um país soberano – e assim será.

A propósito, apoie agora o Brasil 247 em pix@brasil247.com.br.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.






Leonardo Attuch

Leonardo Attuch é jornalista e editor-responsável pelo 247.

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