sábado, 20 de agosto de 2022

Lula em SP: “Vamos fazer a revolução que o país precisa sem dar um único tiro”

 

Lula em SP: “Vamos fazer a revolução que o país precisa sem dar um único tiro”

Lula, Haddad, Alckmin e França fazem comício histórico em São Paulo, rumo à vitória nas eleições para a Presidência e para o governo do estado

Ricardo Stuckert

Alckmin, Haddad, Lula, Márcio França e Lúcia França, (Foto: Ricardo Stuckert)

“Vamos fazer a revolução que esse país precisa. Revolução sem dar um único tiro, sem ferir ninguém. Uma revolução de cuidar do povo brasileiro.”

Com essas palavras, Lula encerrou seu discurso no comício que marcou o lançamento, em São Paulo, de sua chapa com Geraldo Alckmin (número 13) e das candidatura de Fernando Haddad (PT, número 13) para o governo de São Paulo e de Márcio França (PSB, número 400) para o Senado.

TIME DO LULA: Conheça o time do Lula e os candidatos do PT no estado de São Paulo

Lula falou, neste sábado (20), para um Vale do Anhangabaú lotado por dezenas de milhares de pessoas, que enfrentaram o forte frio que faz na capital paulista para dizer não à violência, ao machismo e à desumanidade de Bolsonaro, e sim à reconstrução de um Brasil mais justo, igualitário e de oportunidades (assista ao evento no fim da matéria).

Ele pediu o empenho de todos para que, nesses 43 dias até as eleições, convençam parentes, vizinhos, colegas de trabalho a votar pela mudança. “A gente não pode sossegar. Queria pedir para ficarem espertos no zap e não deixar passar nenhuma mentira. E eu não tenho perna para andar em todas as casas, então quero tomar a perna de vocês emprestada”, disse.

Mulheres e religião

Boa parte do discurso foi dedicada às mulheres. Lula mostrou indignação com a forma como o governo Bolsonaro tem tratado as brasileiras. “Ainda hoje a gente vê que as mulheres não são respeitadas, vê o crescimento do feminicídio e da violência. Hoje, vi no jornal, 72% das mulheres brasileiras estão endividadas. E não é porque comprar dólar, porque foram para Miami, mas porque estão utilizando o cartão de crédito para comprar comida e levar para os filhos.”

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Em outro momento, Lula lamentou que algumas igrejas estejam agindo como palanques políticos que espalham mentiras. “Tem muita fake news religiosa correndo. Porque tem gente que não está usando a igreja para cuidar da fé, mas está fazendo da igreja um palanque político ou uma igreja para ganhar dinheiro”, alertou, completando que defende um Estado que respeita todas as religiões.

Elogios a Haddad

E, claro, Lula também pediu votos para Haddad, que, segundo o ex-presidente, foi o melhor ministro da Educação que o Brasil já teve. “Para nós, educação não é gasto é investimento. E, para nós, só a educação pode fazer o Brasil ser competitivo do ponto de vista internacional”, avaliou.

“Foi com Haddad na educação que saímos de 3,5 milhões de alunos nas universidades para 8 milhões, que a gente criou o Prouni e colocou 2 milhões de jovens da periferia na universidade, que o Estado passou a ser avalista do Fies e colocamos mais 2 milhões na universidade. Foi com o Haddad que pensou no Sisu e foi com ele que fizemos o governo que mais inaugurou universidades e universo”, descreveu.

Haddad: o futuro do país em jogo

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, conclamou os presentes a se empenharem como nunca na campanha para eleger Lula presidente e falou da importância de termos o Brasil e São Paulo “remando juntos para o lado certo da história”, com a vitória tanto na eleição nacional quanto na estadual.

“O que está em jogo não é uma eleição, mas o que vai ser deste país pelos próximos 20 anos. Se nós vamos eleger alguém que tem apreço pelo pior do nosso passado, patriarcal, racista, desigual, ou alguém que quer construir com vocês um futuro de mais dignidade, de mais igualdade, de mais tolerância, de mais oportunidade”, discursou.

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Dilma: “Temos a sorte de ter Lula”

A ex-presidenta Dilma Roussef fez questão de comparecer ao ato. “Eu estou aqui porque amo este país e tenho imenso orgulho deste povo”, anunciou. “Estou aqui porque estamos vivendo um momento decisivo. Nós temos oportunidade de reconstruir o nosso país, de reconstruir a autoestima do nosso povo”, completou, emocionada, após ter sido recebida com imenso carinho pelo público.

Dilma lembrou que as mulheres têm um papel fundamental nessas eleições, de recusar o governo de destruição e eleger Lula. “Essa é uma oportunidade única. Faltam poucos dias para a eleição, e nós temos que sair nas ruas e convencer cada um e cada uma a dar seu voto. Porque o voto, neste momento, é a única arma que nós temos, e é a arma democrática”, conclamou. “O Brasil tem sorte, porque a gente podia não ter o Lula, e a gente tem. Então eu peço: vamos aproveitar. Nós temos a pessoa certa no lugar certo”, concluiu.

Alckmin: com Lula, por emprego e oportunidade

Candidato a vice-presidente ao lado de Lula, Geraldo Alckmin (PSB) lembrou que o país andou para trás com Jair Bolsonaro, que, com negacionismo, levou quase 700 mil brasileiros à morte na pandemia.

“Estamos aqui para mudar o Brasil. Vocês são os heróis, as heroínas desta caminhada. O futuro não é destino, o futuro a gente cria. Nós estamos aqui com Lula pelo futuro, por emprego, renda oportunidade para os jovens e um Brasil soberano”, afirmou.

França: fora, Bolsonaro

Márcio França (PSB), candidato ao Senado apoiado por Lula (número 400), lembrou a importância do Vale do Anhangabaú para a democracia, tendo sido palco de grandes manifestações populares, como na época das Diretas Já, e falou da importância de se derrotar Jair Bolsonaro.

“O atual presidente é tchutchuca da braveza, é tchutchuca das armas, é tchutchuca das coisas que são infelizes, das opções equivocadas. E nós somos os tchutchucas da razão, das pessoas que se juntam, da união que a gente quer para o Brasil”, disse.

Da Redação

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Lula e lideranças chamam para ato no Anhangabaú neste sábado

 Lula e lideranças chamam para ato no Anhangabaú neste sábado

Lançamento da campanha de Lula e Haddad em São Paulo ocorre neste sábado (20) a partir das 11h

Ricardo Stuckert

Lula e Haddad. Juntos pelo Brasil e por São Paulo (Foto: Ricardo Stuckert)

Lideranças petistas e dos outros partidos que apoiam Lula presidente estão mobilizadas na convocação da população de São Paulo para o grande comício que ocorre neste sábado (20), no Vale do Anhangabaú, a partir das 11h.

A expectativa geral é a de reunir dezenas de milhares de pessoas para mostrar a força das candidaturas de Lula e Alckmin (13), para presidente e vice; de Fernando Haddad (13), para governador; e de Márcio França (PSB – 400), para o Senado.

TIME DO LULA: Conheça o time do Lula e os candidatos do PT no estado de São Paulo

Como disse, ao Jornal PT Brasil, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que concorre à reeleição com o número 1322, esse não será o primeiro comício da campanha, mas será, dado o tamanho, uma espécie de pré-estreia do que serão as campanhas de Lula e Haddad.

“Compareçam no Vale do Anhangabaú para ver o prestígio do Lula e a capacidade do povo brasileiro de defender seus interesses”, convidou Chinaglia.

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Na redes sociais, diversas lideranças paulistas e o próprio Lula têm reforçado o convite para que a festa seja do tamanho do carinho que Lula sente pelo povo de São Paulo e do Brasil.

Veja abaixo alguns dos convites feitos para o ato de sábado:

 

Da Redação

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O ritmo da opinião pública

Por Oswaldo E. do Amaral* — São Paulo

 

A eleição de 2018 ficou longe de ser um evento comum. O país vinha de um processo de impeachment e o presidente Michel Temer (MDB) tinha uma popularidade muito baixa. Lula (PT), que liderava as pesquisas de intenção de voto, foi preso e impedido de concorrer, sendo substituído por Fernando Haddad (PT) pouco antes do primeiro turno. Jair Bolsonaro (PL) sofreu um atentado em Juiz de Fora (MG) e passou as últimas semanas antes do primeiro turno se recuperando e não participou de embates públicos com os outros candidatos. Tudo isso em meio a uma forte crise econômica, escândalos de corrupção e os efeitos políticos e policiais da Operação Lava-Jato, como a divulgação da delação de Antonio Palocci a seis dias do primeiro turno, pelo ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro.

Como muitos analistas vêm apontando, em 2022 o cenário é outro. O atual presidente é candidato à reeleição e seu principal adversário é novamente Lula, agora com as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e com os direitos políticos reconquistados.

Ambos são conhecidos da totalidade dos eleitores e têm passados que podem servir de baliza para a decisão do voto. Mais do que isso, o atual governo será julgado pelo que entregou nos últimos quatro anos. É exatamente aí que está o problema de Bolsonaro e de sua campanha para ficar mais uma temporada no Palácio do Planalto.

Em que pese a melhora da economia nos últimos meses, o saldo para o governo é ruim. Inflação nas alturas e aumento da fome e da miséria no país estão presentes no dia a dia da população. Para além disso, há um deserto de realizações entre as políticas públicas que têm algum peso na decisão do eleitor, como saúde e educação.

É isso que explica a dificuldade do presidente em subir nas pesquisas de forma acelerada e a queda generalizada nas intenções de voto quando comparamos os dados de 2018 com os recentemente divulgados pelo Ipec nesta segunda-feira (dia 15) e Datafolha nesta quinta.

Os dados do Ipec e os obtidos pelo Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb) de 2018, pesquisa nacional realizada logo após o pleito pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp, mostram o tamanho do desgaste do atual presidente no eleitorado.

Em nenhum dos estratos observados Jair Bolsonaro supera as porcentagens de votos que obteve no primeiro turno quatro anos atrás. Entre os que cursaram o ensino fundamental, a queda é de 13 pontos percentuais, entre os homens, de 12, e entre negros e brancos, de 11. Regionalmente, em comparação com o resultado final das eleições, as perdas são de 15 pontos percentuais no Sudeste e de 14, no Sul.

De maneira inversa, Lula ganha votos em todos os estratos em comparação com o que obteve Haddad em 2018, em porcentagens maiores do que as perdas do atual presidente, refletindo a menor fragmentação na disputa eleitoral deste ano (veja todos os dados nos gráficos abaixo).

Votos em Bolsonaro declarados em 2018 e as intenções expostas na pesquisa Ipec — Foto: TSE, Estudo Eleitoral Brasileiro 2018 (Cesop/Unicamp) e pesquisa Ipec de 15 de agosto de 2022

Votos em Bolsonaro declarados em 2018 e as intenções expostas na pesquisa Ipec — Foto: TSE, Estudo Eleitoral Brasileiro 2018 (Cesop/Unicamp) e pesquisa Ipec de 15 de agosto de 2022

Votos declarados em Haddad em 2018 e intenção de votos em Lula no Ipec desta semana  — Foto: TSE, Estudo Eleitoral Brasileiro 2018 (Cesop/Unicamp) e pesquisa Ipec de 15 de agosto de 2022

Votos declarados em Haddad em 2018 e intenção de votos em Lula no Ipec desta semana — Foto: TSE, Estudo Eleitoral Brasileiro 2018 (Cesop/Unicamp) e pesquisa Ipec de 15 de agosto de 2022

Há espaço para as intenções de voto no presidente aumentarem? Sim, há. Bolsonaro está abaixo do que obteve entre os evangélicos quatro anos atrás, vem ampliando a campanha para esse segmento do eleitorado e ainda temos cerca de 7% de indecisos. No entanto, parece pouco provável que o presidente chegue próximo ao desempenho que obteve no primeiro turno de 2018. Para isso, a percepção de melhora na situação econômica e nas expectativas de um eventual segundo mandato precisam ser muito rápidas. Concentrar a campanha nas pautas de costumes e demonizar o adversário não devem ser estratégias suficientes.

*Oswaldo E. do Amaral é cientista político e diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp.

O texto acima faz parte do Observatório das Eleições, iniciativa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (INCT IDDC), que reúne pesquisadores da Unicamp, UnB, Uerj, UFMG, entre outros. O grupo tem especialistas de diversas áreas, como cientistas políticos, juristas, sociólogos e comunicólogos.

 Grass fala em "derrotar a barbárie" em críticas a Ibaneis

Candidato da Federação de PV, PT e PCdoB diz que tem melhor projeto de governo e que o debate do Correio é a oportunidade ideal para mostrar os planos para o DF

Correio Braziliense
 18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o deputado Distrital, Leandro Grass (PV). -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o deputado Distrital, Leandro Grass (PV). - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press)

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PV), fez críticas à gestão Ibaneis Rocha (MDB) em sua chegada ao prédio dos Diários e Associados para o debate do Correio Brazililiense com a TV Brasília, nesta quinta-feira (18). Perguntado sobre a influência da eleição presidencial na do GDF, Grass disse que o pleito será plebiscitário e irá contrapor a "democracia contra a barbárie".

"A gente está diante de um plebiscito nacional e local entre civilização e barbárie. Bolsonaro representa a barbárie e, aqui no DF, o seu representante é Ibaneis, com Flavia Arruda e a Damares, representa o projeto bolsonarista no DF. Do outro lado, a gente tem os subdemocratas progressistas, que defendem a manutenção da democracia, que defendem as políticas sociais, e é deste lado que eu estou. Eu sou candidato apoiado pelo presidente Lula, da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV). Então, nós representamos, aqui no DF, esse outro lado, que é o lado antagônico, ao lado da barbárie, que é representado pelo bolsonarismo."

O deputado distrital chegou ao prédio dos Diários e Associados por volta das 18h50. O candidato aparentava segurança e confiança para o encontro. Diante de um cenário eleitoral desafiador, segundo as pesquisas, ele afirmou que a oportunidade era ideal para apresentar seu projeto de governo e desmentir "fake news" criadas contra ele.

  • 18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o deputado Distrital, Leandro Grass (PV).
    Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press
  • 18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o deputado Distrital, Leandro Grass (PV).Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press
  • 18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o deputado Distrital, Leandro Grass (PV).Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press
  • 18/08/2022. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o senador tucano eleito pelo Distrito Federal Izalci Lucas, da federação PSDB-Cidadania; a assistente social Keka Bagno (PSol), da federação PSol-Rede; o deputado distrital Leandro Grass (PV), da aliança PT-PV-PCdoB; a senadora Leila Barros (PDT-DF); o ex-vice-governador do DF Paulo Octávio (PSD); e o ex-secretário de Educação distrital Rafael Parente (PSB).MINERVINO JUNIOR
  • 18/08/2022. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Eleições 2022. Correio Braziliense realiza, em parceria com a TV Brasília, debate ao vivo com sete candidatos que disputam o cargo de governador do Distrito Federal. Na bancada, o senador tucano eleito pelo Distrito Federal Izalci Lucas, da federação PSDB-Cidadania; a assistente social Keka Bagno (PSol), da federação PSol-Rede; o deputado distrital Leandro Grass (PV), da aliança PT-PV-PCdoB; a senadora Leila Barros (PDT-DF); o ex-vice-governador do DF Paulo Octávio (PSD); e o ex-secretário de Educação distrital Rafael Parente (PSB).Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Para Grass, o debate também "sempre é uma oportunidade que a gente tem de contrapor, eventualmente, até mentiras que são colocadas, principalmente pelo Ibaneis, que gosta muito de menti e geralmente traz desinformação para o debate. É hora de a gente mostrar essa diferença também em relação a ele", complementou.