quarta-feira, 11 de março de 2015

Jornal da Campanha Nacional por um Plebiscito Oficial da Constituinte do Sistema Político 7,5 milhões de brasileiros dizem SIM à Constituinte para a Reforma Política


             Foram 7.754.436 de pessoas que participaram do Plebiscito Popular da Constituinte, das quais 97,05% afirmaram que querem mudanças no sistema político através de uma Constituinte Exclusiva. Um fato histórico. O resultado representa de forma clara a crise de representatividade atual, além de demonstrar que o povo quer mudanças profundas no Brasil, e quer ter a palavra, através de uma assembléia eleita exclusivamente para fazer a reforma política, abrindo caminhos para a resolução dos problemas históricos do povo brasileiro: distribuição da riqueza, da terra, da moradia, da educação, da saúde, dentre outros. 
             O Plebiscito Popular foi realizado de 01 a 07 de Setembro de 2014, por quase 500 organizações sociais, como Movimentos Sociais, Pastorais Sociais, Sindicatos, Grupos de Jovens, entre outros. Os votos foram realizados em mais de 40 mil urnas, em todos os estados do Brasil, e também na internet.
               Não há dúvidas de que este resultado é uma grande vitória do povo brasileiro, pois foi organizado com trabalho voluntário de mais de 100 mil ativistas, que com escassos recursos, enfrentando a invisibilização da grande imprensa, mas com muita disposição em construir este grande debate com a sociedade brasileira. 

Depois do Plebiscito Popular, é hora de mobilizar pelo Plebiscito Oficial 


         Em Outubro, a votação popular foi entregue em Brasília aos Três Poderes: executivo, legislativo e judiciário, por mais de 1500 jovens ativistas que participaram desta construção. Nesta ocasião, a presidenta Dilma Roussef se manifestou favorável a Reforma Política através de uma Constituinte, e reiterou a importância da participação popular neste processo. 
      No ato da entrega, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, foram protocolados, em ambas as casas, Projetos de Decreto Legislativo, que regulamentam um Plebiscito  oficial, organizado pelo Estado Brasileiro, com a mesma pergunta do Plebiscito Popular. Se o projeto for aprovado, os eleitores brasileiros irão às urnas para dizer sim ou não à seguinte questão: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”. Os setores mais conservadores, da direita organizada se recusam a aceitar a proposta da Constituinte, pois sabem que a abertura de um amplo debate sobre uma Constituinte exclusiva (com representantes eleitos exclusivamente para esta tarefa) coloca em risco os históricos privilégios que estes detêm. Por isso, agora, seus representantes no Congresso Nacional correm para fazer uma reforma política às costas da população, para aprovar mais dispositivos que garantam suas regalias (saiba mais na página 3). 
        Mais do que nunca é preciso que estejamos unidos e mobilizados por esta bandeira, pois só a pressão popular, vinda das mobilizações de rua, pode fazer com que o desejo de profundas mudanças da maioria da nação seja atendido. Participe conosco dessa campanha!



terça-feira, 10 de março de 2015

As mulheres e a inclusão digital

Nossa Opinião - As mulheres e a inclusão digitalPDFImprimirE-mail
Escrito por Instituto Telecom, Terça-feira, 10 de março de 2015   
Seg, 09 de Março de 2015 22:10
O fosso digital entre os chamados países desenvolvidos e os em desenvolvimento está aumentando, criando uma nova forma de dominação.  Esse fosso sofre variações levando em conta fatores como renda, cor e gênero.  Estudos internacionais têm demonstrado que o hiato de gênero é especialmente grande no Sul e Oeste da Ásia, onde duas em cada três pessoas que não sabem ler são mulheres jovens. No Brasil, embora ainda haja muito a conquistar, os dados da última PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que as mulheres têm obtido avanços importantes, na última década, nos campos da educação e do acesso digital.

De acordo com a Pesquisa, do total de cerca de 5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que frequentavam o ensino médio em 2013, 54,7% eram mulheres. Elas também são a maioria entre os brasileiros que acessam a Internet – 45 milhões, seguidas por 41,7 milhões de homens. Ambos mostraram aumento em comparação a 2012: 43,3 milhões e 40,8 milhões, respectivamente.
Muito tem se repetido, com razão, que a banda larga tem um poder real para fomentar o desenvolvimento mundial e, em particular, obter melhores resultados em áreas como saúde, educação e segurança.
Com base em dados de uso da Internet, a UIT (União Internacional de Telecomunicações) estimou que em 2013 havia em todo o mundo  1,3 bilhão de usuários de internet do sexo feminino, em comparação com 1,5 bilhão de homens e meninos on-line , o equivalente a uma lacuna global de cerca de 200 milhões a menos de  mulheres  e meninas online. Esta disparidade entre os sexos é mais pronunciada no mundo em desenvolvimento, onde 16% menos mulheres do que homens usaram a Internet, em comparação com apenas 2% menos mulheres do que homens no mundo desenvolvido (UIT , 2013) .
A pesquisa da UIT sugere que, em muitos países, as mulheres estão chegando ao mundo on-line de forma mais lenta e mais tarde do que homens, afetando a capacidade das mulheres para usar a Internet, para acessar informações e desenvolver as vitais competências em TICs, necessárias para participar em pé de igualdade com os homens na economia digital. Sem ação coordenada entre os vários setores, será difícil eliminar o fosso digital de gênero.
A igualdade de gênero no acesso à banda larga é essencial para o empoderamento das mulheres e meninas na aquisição de competências em TICs e empregos mais bem pagos. O acesso à informação contribui para corrigir algumas das desigualdades que enfrentam nas suas vidas cotidianas. Se as mulheres e as meninas são impedidas de desfrutar do mesmo acesso às TICs, podem encontrar-se em uma séria desvantagem para tornarem-se plenamente alfabetizadas, aprendendo a exercer os seus direitos, participando de processos de formulação de políticas e acesso a empregos qualificados.