terça-feira, 25 de julho de 2023

Lula: liberação de armas de fogo era para “agradar ao crime organizado”

 Lula: liberação de armas de fogo era para “agradar ao crime organizado”

Durante a live Conversa com o Presidente, nesta terça-feira (25), Presidente Lula  também defendeu fechamento dos clubes de tiro

Ricardo Stuckert

Lula, ao condenar armamentismo de Bolsonaro no Conversa com o Presidente: "As pessoas não querem violência"

O presidente Lula defendeu, nesta terça-feira (25), o fechamento da maioria dos clubes de tiro no país e a manutenção apenas dos que são utilizados pelas Forças Armadas e pelas polícias militar e civil. Durante a live Conversa com o Presidente, Lula afirmou que as ações de Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça Sergio Moro para expandir esses clubes e liberar o acesso a armas de fogo tinha o objetivo de “agradar ao crime organizado”.

“Nós temos que ter claro o seguinte: por que que um cidadão quer uma pistola 9 mm? Por que ele quer? O que ele vai fazer com essa arma? Vai fazer coleção? Vai brincar de dar tiro? Porque, no fundo, no fundo, esse decreto de liberação de armas que o presidente anterior fez era para agradar ao crime organizado, porque quem consegue comprar é o crime organizado e gente que tem dinheiro”, disse Lula, em conversa com o jornalista Marcos Uchôa.

Segundo o presidente, os trabalhadores estão mais preocupados em ter condições de comprar alimentos, material escolar para os filhos e brinquedos para as crianças. “Então, como é que as pessoas que trabalham vão comprar fuzil, vão comprar rifle, vão comprar dez pistolas, doze pistolas, quinze pistolas?”, questionou o presidente. “As pessoas não querem violência”.

Os clubes de tiro se espalharam pelo país e, hoje, funcionam como comitês do bolsonarismo e da violência, sobretudo política. Nos últimos quatro anos, o governo passado autorizou a abertura de uma unidade do tipo por dia. Dados do Exército obtidos pelo portal g1 via Lei de Acesso à Informação apontam para 1.483 registros concedidos de 2019 a 2022.

Durante a live, Lula afirmou que não vê como empresário quem mantém um clube de tiro, em razão dos prejuízos causados pelo armamentismo à segurança dos brasileiros, o que inclui, além da violência, o desvio de armas para milícias e outras organizações criminosas.

“Eu já disse para o Flávio Dino: nós temos que fechar quase todos, só deixar abertos aqueles que são da Polícia Militar e do Exército, ou da Polícia Civil. É a organização policial que tem que ter lugar para atirar, para treinar tiro, não é a sociedade brasileira. Nós não estamos preparando uma revolução. Eles tentaram preparar um golpe, nós não”, disse o presidente, em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro, perpetrados por bolsonaristas inspirados pelo ex-presidente da extrema direita.

Segundo Lula, a prioridade do seu governo é fortalecer a democracia, com a ampliação da participação popular na política, na educação, na cultura e em outros segmentos. “Então, para quê arma?”, questionou o presidente. “Eu sou totalmente contra. Eu quero que você saiba que o Brasil vai melhorar no dia que a gente entrar na era do livro, na era da cultura, que é o que nós estamos fazendo, agora, com a Lei Paulo Gustavo e com a Lei Aldir Blanc”, pontuou, em referência a duas normas de incentivo à cultura.

Lula comemorou o fato de 98% dos municípios terem se inscrito para receber recursos da Lei Paulo Gustavo. “Coisa que não tinham. Tinham acabado com o Ministério da Cultura, porque eles queriam criar o ministério das armas, o ministério da violência, o ministério da fake news, o ministério da mentira, isso que eles queriam criar. E nós, não. Nós queremos fazer com que o povo brasileiro volte efetivamente a ser feliz”, enfatizou o presidente.

Durante a live, Lula também fez um balanço dos resultados das diversas políticas adotadas pelo governo para fortalecer a economia e melhorar as condições de vida da população, a exemplo do aumento da produção de alimentos. “As pessoas estão percebendo que o Brasil está mudando, as pessoas estão percebendo que as coisas estão ficando mais acessíveis a elas, as pessoas estão podendo comer carne outra vez. Elas já podem sair com uma sacola cheia do supermercado”, afirmou o presidente, que citou também a queda nos preços dos combustíveis.

Lula reafirmou que o Brasil precisa de motivação, de uma boa relação entre quem governa e quem é governado. “Aliás, é quem cuida e quem é cuidado, na verdade. Então, eu estou muito otimista, e eu passo esse otimismo para os trabalhadores”, frisou.

Ao falar sobre as perspectivas para a economia, o presidente voltou a assegurar que o Brasil vai dar certo. “A economia vai voltar a crescer, o salário vai voltar a crescer. Nós vamos voltar a gerar emprego, o povo vai voltar a comer melhor. E as políticas públicas que nós colocamos em discussão, e já estão, hoje, praticamente todas funcionando, não ainda cem por cento, porque elas levam um tempo para funcionar, mas as políticas públicas vão funcionar, o dinheiro vai chegar na base. Quando o dinheiro chegar, o dinheiro começa a rodar, e você vai ver que a economia vai começar a crescer”, sublinhou.

Da Redação

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Leny Andrade e Doris Monteiro eram amigas e referência uma para a outra

Leny Andrade e Doris Monteiro em 2015, por ocasião do lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro — Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo

Leny Andrade e Doris Monteiro em 2015, por ocasião do lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro — Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo

Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Leny e Doris morreram nesta segunda-feira (24).

Quando Leny Andrade se iniciou na carreira em 1958, aos 15 anos, atuando como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, Doris já era consagrada e já havia alcançando o topo das paradas na rádio. Era natural que fosse para Leny, oito anos mais nova, uma referência.


Leny e Doris estiveram juntas em algumas oportunidades nos últimos anos. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro. Foi um dos últimos registros das duas juntas.

Leny Andrade em Junho de 1965 - Cantora Leny de Andrade prepara show no Rio de Janeiro-RJ



DORIS MONTEIRO, estilo precursor da Bossa Nova

Doris Monteiro em 27/08/2012 - Foto para  "90 ANOS DE RÁDIO" - Rio de Janeiro/RJ

Por O Globo — Rio de Janeiro

 

Mais tarde, em 2017, as duas se encontraram por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou "Zum zum" e Leny interpretou "Há um Deus". Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. "Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 60 e 70, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira.Leny Andrade e Doris Monteiro eram amigas e referência uma para a outra Cantoras morreram nesta segunda-feira (24/7) TOPO Por O Globo — Rio de Janeiro 24/07/2023 12h05 Atualizado há uma hora Leny Andrade e Doris Monteiro em 2015, por ocasião do lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro — Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo Leny Andrade e Doris Monteiro em 2015, por ocasião do lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro — Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo overlay-clevercloseLogo Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Leny e Doris morreram nesta segunda-feira (24). Quando Leny Andrade se iniciou na carreira em 1958, aos 15 anos, atuando como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, Doris já era consagrada e já havia alcançando o topo das paradas na rádio. Era natural que fosse para Leny, oito anos mais nova, uma referência. Leny e Doris estiveram juntas em algumas oportunidades nos últimos anos. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro "A noite do meu bem", de Ruy Castro. Foi um dos últimos registros das duas juntas. Mais tarde, em 2017, as duas se encontraram por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou "Zum zum" e Leny interpretou "Há um Deus". Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. "Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 60 e 70, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira.

domingo, 23 de julho de 2023

Desmatamento do Cerrado em Goiás equivale a 34 mil campos de futebol, diz Ipam | O Popular - Veja mais em: https://opopular.com.br/cidades/desmatamento-do-cerrado-em-goias-equivale-a-34-mil-campos-de-futebol-diz-ipam-1.3049984

 Desmatamento do Cerrado em Goiás equivale a 34 mil campos de futebol, diz Ipam | O Popular - Veja mais em: https://opopular.com.br/cidades/desmatamento-do-cerrado-em-goias-equivale-a-34-mil-campos-de-futebol-diz-ipam-1.3049984

Desmatamento do Cerrado em Goiás equivale a 34 mil campos de futebol, diz Ipam | O Popular - Veja mais em: https://opopular.com.br/cidades/desmatamento-do-cerrado-em-goias-equivale-a-34-mil-campos-de-futebol-diz-ipam-1.3049984

sábado, 22 de julho de 2023

 

Gleisi quer apresentar projeto para acabar com CACs e clubes de tiro

Segundo ela, o PT deve aprofundar o debate em torno da questão armamentista

Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
 

Gleisi quer apresentar projeto para acabar com CACs e clubes de tiro · Ouvir artigo
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247 – A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann (PR), está empenhada em apresentar um projeto de lei que pretende proibir os clubes de tiro e revogar os registros dos CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). Essa categoria foi beneficiada por normas durante o governo Bolsonaro, conhecido por sua política de facilitação do acesso a armas. Gleisi sempre se posicionou contra o armamentismo e agora busca aprofundar a discussão sobre o tema com a bancada do PT na Câmara dos Deputados, planejando ainda apresentar a proposta ao ministro da Justiça, Flávio Dino, segundo relata a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

A parlamentar questiona a utilidade dos clubes de tiro e os registros de CACs para a sociedade brasileira. Ela acredita que se o tiro esportivo for praticado, deve ser devidamente regulamentado para competições reconhecidas, e não apenas para atirar sem um objetivo específico. Gleisi elogiou o decreto assinado pelo presidente Lula, que impõe mais restrições ao acesso de armas no país, revertendo a política anterior de flexibilização durante o governo Bolsonaro. Para a líder do PT, os clubes de tiro se tornaram espaços de apoio ao bolsonarismo e à violência política.

As mudanças propostas pelo novo decreto alteram o processo de autorização para atiradores. Atualmente, é necessária a permissão do Exército, mas com as alterações, a autorização passará a ser emitida pela Polícia Federal, de forma gradual. Além disso, a quantidade máxima de armas permitidas será significativamente reduzida. Sob a gestão anterior, um atirador poderia ter até 60 armas, das quais 30 seriam de uso restrito. Com as mudanças, o limite passará a ser de 16 armas, sendo apenas 4 de uso restrito. O debate sobre o acesso a armas continua sendo um tema controverso na política brasileira, e o projeto proposto por Gleisi Hoffmann promete gerar debates acalorados no Congresso Nacional.