segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Ao vivo 26/09 | Super Live Brasil da Esperança

Multidões de vermelho ocupam as ruas do país em apoio à candidatura de Lula

Multidões de vermelho ocupam as ruas do país em apoio à candidatura de Lula

Manifestações aconteceram no fim de semana em todas as regiões do Brasil; Veja os vídeos e fotos

Divulgação

Multidões de vermelho ocupam as ruas do país em apoio à candidatura de Lula

Em apoio à candidatura de Lula, o povo brasileiro ocupou as ruas de todas as regiões do país no último fim de semana. A mobilização nacional, promovida pelos Comitês Populares de Lula, lideranças, movimentos sociais, sindicais e militantes, atraiu multidões.

No Nordeste, brasileiros e brasileiras vestiram vermelho, dançaram “piseiro 13”, cantaram e vibraram por um país sem fome, sem desemprego, sem carestia e sem Bolsonaro.

Leia mais: 13 motivos para Lula voltar a ser presidente do Brasil

Em ritmo de Carnaval, o povo entrou no clima no Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Norte, Brasília, Tocantins, Pernambuco, Minas Gerais, Amazonas, Sergipe, Pará, Paraíba e Bahia.

Motociatas e carreatas também mobilizaram a população do Ceará, Piauí levando centenas de pessoas para as ruas.

Veja os vídeos abaixo:

 

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Leia mais: Brasil Esperança realiza Grande Ato na segunda, 26, em SP; retransmita pelo Facebook

Último grande ato com Lula

Nesta segunda-feira, 26, haverá a transmissão do último grande ato Brasil da Esperança com Lula com uma Super Live, às 16h.

Todo o país vai poder acompanhar esse momento histórico de uma das eleições mais importantes da nossa democracia. Será um ato híbrido, com participações presenciais e virtuais.

VEJA COMO PARTICIPAR DA RETRANSMISSÃO DA SUPER LIVE

 Da Redação

domingo, 25 de setembro de 2022

Lula defende Brasil como potência: “O pré-sal foi fruto de investimento em pesquisa”

 

Lula defende Brasil como potência: “O pré-sal foi fruto de investimento em pesquisa”

Em ato na quadra da Portela, neste domingo, 25, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lembrou de parceria com o ex-presidente para realizar obras importantes para a cidade maravilhosa

Ricardo Stuckert

Lula e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em evento neste domingo. Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil precisa se posicionar como potência mundial, investindo em ciência, tecnologia e educação. A fala ocorreu neste domingo (25/09), durante comício na quadra da escola de samba Portela, na cidade do Rio de Janeiro.

“A descoberta do pré-sal não foi sorte, foi investimento em pesquisa, muito investimento em pesquisa! Quando nós descobrimos, os pseudo-especialistas, que são chamados para dar palpite na televisão, disseram: ‘é, descobriram o pré-sal, mas não vão conseguir tirar o petróleo porque ele está a seis mil metros de profundidade’”, revelou ele, ressaltando que não vai privatizar a Petrobras.

As reservas do pré-sal foram descobertas em 2007. Três anos depois, em julho de 2010, a Petrobras ultrapassava os dois mil metros de água, dois mil metros de terra e dois mil metros de sal, para começar a extração do recurso natural, como recordou Lula.

“Eles diziam, ‘ah, vocês não vão conseguir tirar, porque não tem tecnologia’. Hoje o barril do petróleo, tirado a 6 mil metros de profundidade, está ao mesmo preço do petróleo tirado na Arábia Saudita a flor da terra. A Petrobras tem tecnologia, e o povo brasileiro não é burro, é inteligente, e ele sabe, que quando tem chance de estudar, os nossos pesquisadores não perdem para ninguém. A Petrobras é a maior empresa de prospecção em aguas profundas”, reforçou.

O ex-presidente explicou ainda que quando resolveu que as plataformas de perfuração de petróleo deveriam ser produzidas no Brasil, para gerar emprego e renda para a população, os mesmos críticos receberam a iniciativa de forma negativa, dizendo que o país não possuía tecnologia.

“Pô, nós vamos fazer aqui! “Ah, o Brasil não sabe mais construir navios”. Então nós vamos voltar a fazer navios. Nós precisamos voltar a governar para a gente poder transformar esse país num país soberano”, completou.

Eduardo Paes: só Lula pode resgatar a esperança no futuro do Brasil

Em encontro de emoção e alegria na quadra da Portela, no Rio de Janeiro (RJ), na manhã deste domingo (25/09), a sete dias do primeiro turno das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu reconhecimento público do prefeito Eduardo Paes, em relação ao trabalho realizado na cidade do Rio. Paes destacou também a importância de Lula aos demais entes federativos, enquanto presidente.

“Lula é maior do que qualquer quadro político do Rio de Janeiro e é maior do que qualquer político brasileiro. Meus filhos, de 18 e 16 anos, perderam a crença no Brasil, perderam a esperança no futuro. A gente só pode resgatar a esperança no Brasil e no futuro se a gente eleger o Lula presidente do Brasil”, afirmou o prefeito Eduardo Paes. Segundo ele, Lula é a figura que materializa a esperança do povo brasileiro.

Em reconhecimento ao legado das gestões do ex-presidente, Paes contou que ia a Brasília discutir com Lula programas e projetos, como as obras do PAC para o Rio de Janeiro, e disse que no atual governo houve fim de projetos e que hoje há uma ruptura do pacto federativo. “No governo Lula, tinha quantidade sem fim de projetos e programas”.

O prefeito ressaltou o momento no país em que o tecido social está fragmentado como nunca ele viu em 30 anos de vida pública, com pessoas passando fome, sem casa e sem esperança. Os municípios estão perdendo recursos para saúde e assistência social. Paes afirmou que, nos tempos de Lula, a negociação entre prefeitos e presidentes existia e não era só porque eles eram aliados. “Vale para todos os prefeitos e gestores. Eu sei que esse homem vai dar condições para fazer com que o Brasil cresça e os serviços possam ser prestados de maneira adequada para a população, principalmente os mais pobres.”

Da Redação, com Site do Lula

sábado, 24 de setembro de 2022

Lula diz sobre vitória no primeiro turno daqui a uma semana

 

Lula diz sobre vitória no primeiro turno daqui a uma semana

"O último ato meu vai ser esperar abrir as urnas e a gente comemorar a nossa vitória", disse o ex-presidente, em Itaquera

www.brasil247.com - Lula e Alckmin em Itaquera
Lula e Alckmin em Itaquera (Foto: Ricardo Stuckert)
 

247 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um comício em Itaquera, na zona leste de São Paulo, e disse esperar celebrar a vitória no primeiro turno, daqui a oito dias. "Faltam só oito dias, a semana que vem. Ô Janja [da Silva, esposa de Lula], não é o último da campanha no dia 26 [segunda]. Não é o último ato coisa nenhuma, não. O último ato meu vai ser esperar abrir as urnas e a gente comemorar a nossa vitória no dia 1º [dia 2]", afirmou.

"No Paraná, estão mandando informações mentirosas por mensagem para as pessoas. Como fizeram com o Haddad em 2018. Eu não vou fazer o jogo rasteiro deles", apontou ainda o ex-presidente, sobre o disparo de mensagens golpistas a partir do governo paranaense.

"Faltam só oito dias, não vamos aceitar provocações, não vamos acreditar em mentira", completou Lula.


A família Silva no poder: uma profecia política de Rubem Braga


A família Silva no poder: uma profecia política de Rubem Braga

JULIÁN FUKS

OPINIÃO

A família Silva no poder: uma profecia política de Rubem Braga

Rubem Braga, em 1975  - Alberto Jacob / Agência O Globo
Rubem Braga, em 1975 Imagem: Alberto Jacob / Agência O Globo










Nunca deveríamos esquecer a profecia política de Rubem Braga. Era 1935, e ele publicou uma crônica sentida sobre a morte de um desconhecido, um sujeito pobre chamado João da Silva, morto por hemoptise, enterrado na vala comum da miséria. Na falta de alguma honraria, Braga escreve o elogio fúnebre do homem que nunca viu, escreve em nome da imensa família Silva, uma família sem importância nenhuma, como ele diz, que mora em várias casas e várias cidades do país, que mora principalmente na rua. E então se permite sua sentença final, promessa de redenção futura.

A crônica tem a beleza habitual das coisas de Rubem Braga, sua sensibilidade nua, e merece ser lida na íntegra. Mas o que ele faz em essência ali é a exaltação do homem simples, da mulher simples, a louvação da complexidade e da força desses sujeitos que construíram pedra por pedra o Brasil. E, ao exaltar esse homem singular, faz também a afirmação de uma linhagem tão tortuosa quanto inconfundível. "No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva." Por admiração, por ideologia, Braga cumpre seu desejo de se unir à família e assim se declara mais um João da Silva.

Volto a essa profecia em ano longínquo, às vésperas de uma eleição que o grande cronista não testemunhará, volto pensando em Luís Inácio Lula da Silva. Lula, ainda que em suas contradições e limites, sempre foi um Silva no poder, com sua mão mutilada de torneiro mecânico, com o sorriso calmo de quem passou e já não passa fome, com a voz rouca de quem já clamou demais por justiça. Lula sempre foi o homem simples que ascendeu na política, mesmo quando sua rede de alianças já contava com os antípodas históricos da família Silva, ou com os imemoriais exploradores de seus pobres ofícios. Lula continuou sendo um Silva quando as mesmas elites o traíram e o condenaram a um degredo novo, desconhecido. A profecia que uma vez se cumpriu pode agora se repetir, e é natural que exija essa insistência: ninguém esperaria que um Silva triunfasse em paz na política brasileira, sem suscitar reações enfurecidas.

Não se trata aqui de uma tentativa de mitificar a pessoa que é Lula — de mitos, afinal, já estamos ou deveríamos estar fartos. Trata-se, sim, de contemplar o simbolismo que sempre houve e ainda há em sua candidatura, que excede a si mesma e se ramifica de mil maneiras pelo passado e pelo futuro do país. Lula tem consciência desse limite pessoal, tem consciência de ser menor do que aquilo que representa, e isso talvez explique algo de sua leveza e de sua alegria — na Rua da Alegria vivia João da Silva, registre-se. "Eu não sou um ser humano, sou uma ideia. E não adianta tentar acabar com as ideias", foi o que disse Lula quando deixou a prisão pela segunda vez, e a frase foi entendida por alguns como expressão de soberba. Era o contrário, a meu ver: era sua maneira de se reivindicar um Silva, de se afastar de si para se alinhar às lutas históricas dessa família que não encontra limites.

A clarividência se manifesta muitas vezes de forma torta, incompreensível. É evidente que Rubem Braga não fez profecia nenhuma, não viu a eleição de Lula com muitas décadas de antecedência, não se renderia à mística banal dos adivinhos. O que ele viu, sim, foi a inevitabilidade de um movimento maior, a necessidade de uma revolta daquela imensidão de sujeitos condenados à miséria, enterrados em vala comum através dos tempos. E viu que ele próprio não poderia permanecer à margem dessa revolta, mesmo que ele não fosse um Silva. Viu que era aos Silva que ele deveria emprestar a potência de suas palavras. 

Eis a noção elementar que se manifesta na crônica de Rubem Braga, e que talvez nos sirva para compreender o que há de elementar em nosso presente. Neste momento, sente-se com força o imperativo ético de se alinhar aos Silva, a toda essa gente que "trabalha nas plantações, nos pastos, nas fazendas, nas usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde se trabalha". Neste momento, não há saída senão se juntar à multidão dilatada dos Silva, que responde por uma infinidade de nomes. Não há muito mais a dizer senão fazer coro com as vastas minorias que gritam, cada vez mais alto, contra aqueles que estão no poder e insistem em persegui-las e em submetê-las à dor e à fome. Não há opção melhor do que se juntar à horda de Joões da Silva.



JULIÁN FUKS

Nunca deveríamos esquecer a profecia política de Rubem Braga. Era 1935, e ele publicou uma crônica sentida sobre a morte de um desconhecido, um sujeito pobre chamado João da Silva, morto por hemoptise, enterrado na vala comum da miséria. Na falta de alguma honraria, Braga escreve o elogio fúnebre do homem que nunca viu, escreve em nome da imensa família Silva, uma família sem importância nenhuma, como ele diz, que mora em várias casas e várias cidades do país, que mora principalmente na rua. E então se permite sua sentença final, promessa de redenção futura.

A crônica tem a beleza habitual das coisas de Rubem Braga, sua sensibilidade nua, e merece ser lida na íntegra. Mas o que ele faz em essência ali é a exaltação do homem simples, da mulher simples, a louvação da complexidade e da força desses sujeitos que construíram pedra por pedra o Brasil. E, ao exaltar esse homem singular, faz também a afirmação de uma linhagem tão tortuosa quanto inconfundível. "No fundo, somos os Silva. Quando o Brasil foi colonizado, nós éramos os degredados. Depois fomos os índios. Depois fomos os negros. Depois fomos imigrantes, mestiços. Somos os Silva." Por admiração, por ideologia, Braga cumpre seu desejo de se unir à família e assim se declara mais um João da Silva.

Volto a essa profecia em ano longínquo, às vésperas de uma eleição que o grande cronista não testemunhará, volto pensando em Luís Inácio Lula da Silva. Lula, ainda que em suas contradições e limites, sempre foi um Silva no poder, com sua mão mutilada de torneiro mecânico, com o sorriso calmo de quem passou e já não passa fome, com a voz rouca de quem já clamou demais por justiça. Lula sempre foi o homem simples que ascendeu na política, mesmo quando sua rede de alianças já contava com os antípodas históricos da família Silva, ou com os imemoriais exploradores de seus pobres ofícios. Lula continuou sendo um Silva quando as mesmas elites o traíram e o condenaram a um degredo novo, desconhecido. A profecia que uma vez se cumpriu pode agora se repetir, e é natural que exija essa insistência: ninguém esperaria que um Silva triunfasse em paz na política brasileira, sem suscitar reações enfurecidas.

Não se trata aqui de uma tentativa de mitificar a pessoa que é Lula — de mitos, afinal, já estamos ou deveríamos estar fartos. Trata-se, sim, de contemplar o simbolismo que sempre houve e ainda há em sua candidatura, que excede a si mesma e se ramifica de mil maneiras pelo passado e pelo futuro do país. Lula tem consciência desse limite pessoal, tem consciência de ser menor do que aquilo que representa, e isso talvez explique algo de sua leveza e de sua alegria — na Rua da Alegria vivia João da Silva, registre-se. "Eu não sou um ser humano, sou uma ideia. E não adianta tentar acabar com as ideias", foi o que disse Lula quando deixou a prisão pela segunda vez, e a frase foi entendida por alguns como expressão de soberba. Era o contrário, a meu ver: era sua maneira de se reivindicar um Silva, de se afastar de si para se alinhar às lutas históricas dessa família que não encontra limites.

A clarividência se manifesta muitas vezes de forma torta, incompreensível. É evidente que Rubem Braga não fez profecia nenhuma, não viu a eleição de Lula com muitas décadas de antecedência, não se renderia à mística banal dos adivinhos. O que ele viu, sim, foi a inevitabilidade de um movimento maior, a necessidade de uma revolta daquela imensidão de sujeitos condenados à miséria, enterrados em vala comum através dos tempos. E viu que ele próprio não poderia permanecer à margem dessa revolta, mesmo que ele não fosse um Silva. Viu que era aos Silva que ele deveria emprestar a potência de suas palavras. 

Eis a noção elementar que se manifesta na crônica de Rubem Braga, e que talvez nos sirva para compreender o que há de elementar em nosso presente. Neste momento, sente-se com força o imperativo ético de se alinhar aos Silva, a toda essa gente que "trabalha nas plantações, nos pastos, nas fazendas, nas usinas, nas praias, nas fábricas, nas minas, nos balcões, no mato, nas cozinhas, em todo lugar onde se trabalha". Neste momento, não há saída senão se juntar à multidão dilatada dos Silva, que responde por uma infinidade de nomes. Não há muito mais a dizer senão fazer coro com as vastas minorias que gritam, cada vez mais alto, contra aqueles que estão no poder e insistem em persegui-las e em submetê-las à dor e à fome. Não há opção melhor do que se juntar à horda de Joões da Silva.

Rubem Braga, em 1975  - Alberto Jacob / Agência O Globo
Rubem Braga, em 1975 Imagem: Alberto Jacob / Agência O Globo



Julián Fuks


JULIÁN FUKS

OPINIÃO

A família Silva no poder: uma profecia política de Rubem Braga