quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Covid: 2 milhões deixaram de se vacinar ou atrasaram 2ª dose em Goiás Números preocupam, diante do aumento de novos casos e mortes pela doença no estado: 82% dos pacientes graves não se vacinaram completamente


Criança recebe vacina contra Covid-19 em posto de saúde em Goiânia, Goiás
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Goiânia -Apesar da gravidade do contexto atual da Covid-19, que avança rapidamente em Goiás, com recordes recentes em registros de novos casos da doença, a quantidade de pessoas que seguem sem vacinar ou que não retornaram para tomar a segunda dose da vacina é altíssima no estado. Mais de 2 milhões de goianos se enquadram nessa situação.

Metrópoles fez o levantamento, a partir dos dados referentes à cobertura vacinal, disponíveis no painel da Covid, que é mantido e atualizado pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SESGO).

Na quarta-feira (2/2), os números indicam que 702.005 pessoas, acima de 12 anos, não foram tomar sequer a primeira dose, em Goiás. E em relação à segunda dose, mais de 1,4 milhão (exatas 1.421.557 pessoas) não retornaram para concluir a primeira etapa da imunização.

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A superintendente de Vigilância em Saúde da SESGO, Flúvia Amorim, considera preocupantes os números de pessoas sem vacinação no estado.

“Isso é muito ruim, porque acaba que a gente tem uma parcela grande da população que já poderia estar completamente imunizada, correndo risco muito menor de desenvolver formas graves e até óbitos por Covid, mas que estão vulneráveis à doença”, pondera.

Com a chegada e disseminação da variante Ômicron, principalmente no período pós-festas e aglomerações de fim de ano, Goiás voltou a registrar índices de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para tratar pacientes com Covid acima de 90%. Isso não ocorria desde junho do ano passado.

82% dos casos graves são de pessoas sem vacina

O reflexo imediato no sistema de saúde, com o aumento de internações e casos graves da doença, foi sentido principalmente entre pessoas que não se vacinaram ou deixaram de concluir a imunização.

Em um levantamento feito durante a última semana, entre pacientes adultos com Covid e que deram entrada nos hospitais da rede estadual de saúde, foi constatado que 82% deles não se vacinaram ou não retornaram para tomar a segunda dose.

No sábado (29/1), o estado atingiu a marca de 25 mil mortes por Covid, desde o início da pandemia. Os índices de vacinação completa (com segunda dose ou dose única) ainda não ultrapassaram a marca dos 65% da população goiana.

Goiás tem cerca de 7,2 milhões de habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, mais de 2,1 milhões já poderiam ter concluído a imunização contra a Covid e, simplesmente, não foram.

“Se juntar o atraso do reforço, aumenta ainda mais”

Desde 1º de setembro, Goiás começou a aplicar a terceira dose da vacina. O mesmo comportamento displicente que se viu no processo de vacinação da segunda dose repete-se, agora, com quem deveria retornar para a dose de reforço.

Flúvia Amorim conta que a SESGO está levantando, ainda, os dados referentes ao atraso de quem já poderia ter ido tomar a terceira dose e não foi. E ela adianta: “o total de gente sem vacinação completa vai ser bem maior, quando juntar tudo”.

O pico de casos gerados pela circulação da variante Ômicron ainda não foi atingido, em Goiás, o que deve ocorrer, segundo a superintendente, nas próximas semanas. Isso, se o período de disseminação acelerada e avanço da variante for o mesmo verificado nos EUA e Europa – cerca de 30 dias.

O atraso das pessoas na terceira dose da vacina é preocupante, enfatiza Flúvia, porque estudos já indicaram que a dose de reforço consegue proteger cerca de 90% dos casos que poderiam acabar em óbito pela Ômicron.

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Fake news e mentiras impactaram em Goiás

O estado pretende investir em mais campanhas de conscientização e fará um Dia D da imunização, em parceria com os municípios. A realidade em Goiás foi bastante marcada pelo impacto das chamadas fake news e mentiras referentes à vacina da Covid-19. Reverter esse contexto é um desafio para a gestão da saúde local.

“Eu falo que as mentiras tiveram um impacto grande aqui, diferente do que vimos em outros estados da federação. A imunização de crianças mesmo, de 5 a 11 anos, está muito abaixo do esperado. Não vacinamos nem 3% da população nessa faixa etária. Quando comparamos Goiás com outros estados, estamos muito aquém”, diz Flúvia.

A superintendente pondera que a vacina infantil foi aplicada em mais de 8 milhões de crianças nos EUA e foi aprovada por agências reguladoras mundo afora, em diferentes continentes. “Não tem porque não acreditar”, afirma.

Percentuais de atraso são maiores entre os mais jovens

Na análise dos números feita pelo Metrópoles, é possível observar que os maiores percentuais de atraso na vacinação em Goiás estão entre os mais jovens. No caso do público que não foi tomar nem a primeira dose, os maiores índices são verificados entre pessoas com até 39 anos de idade.

Na faixa entre 18 e 29 anos, 10,9% das mulheres e 18,6% dos homens que vivem no estado não foram se vacinar. Na faixa entre 30 e 39 anos, os percentuais são de 13,8% para os homens e 8% para as mulheres. De 12 a 17 anos, o caso é ainda mais preocupante: 24% das adolescentes meninas e 28% dos meninos não foram vacinados.

“São pessoas que acham que a pandemia acabou, mas elas, além de não se imunizarem, colocam outras em risco, pois são pessoas que tendem a sair, viajar, frequentar locais fechados, bares, festas e eventos. Trata-se de uma junção de fatores de risco que acabam culminando nisso que a gente está vivendo hoje”, aponta Flúvia Amorim.

atualizado 02/02/2022 20:37

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

 

Comitês Populares de Luta: PT entra em nova fase de organização

Durante seminário, lideranças partidárias explicam a nova estratégia de mobilização e formação permanente da militância do PT
 02/02/2022 08h00 - atualizado às 15h14
Alessandro Dantas

Gleisi: “Queremos que esses comitês sejam embriões de organização popular"

Para o PT, 2022 não será apenas de eleições. Será também o ano em que o partido dará, nas palavras de sua presidenta nacional, Gleisi Hoffmann, “um salto organizativo, político e de formação”. E isso ocorrerá por meio da criação de milhares de Comitês Populares de Luta, espaços pelos quais a militância poderá se comunicar com a direção nacional, receber capacitação e formação permanente e ser orientada sobre como mobilizar sua comunidade para a defesa de um país democrático e justo. 

Tema da mesa que encerrou, na noite de terça-feira (1º), o Seminário Resistência, Travessia e Esperança, os Comitês Populares de Luta serão muito mais que simples comitês eleitorais, embora, no tempo certo, respeitando a legislação, eles possam assumir esse papel. Foi o que explicou Gleisi: “Queremos que esses comitês sejam embriões de organização popular. Precisamos de participação e apoio”.

Uma militância ávida para atuar

Segundo as secretárias nacionais de Organização, Sonia Braga, e de Movimentos Populares e Políticas Setoriais, Vera Lucia, a Lucinha, os comitês permitirão, por exemplo, ações coordenadas que serão combinadas e executadas ao mesmo tempo, em todo o país. 

Elas informaram que a divulgação da iniciativa, o registro dos comitês e a distribuição de cartilhas de orientação começarão em breve. O objetivo é criar, ainda no primeiro semestre, 5 mil Comitês Populares de Luta, estejam eles organizados em torno de um espaço físico ou em um simples aparelho de celular. 

Para Sonia, a meta é plenamente realizável. “Nossa militância está ávida para atuar”, garantiu. E Lucinha reforçou o empenho daqueles que apoiam o PT. “Nós temos uma força incrível, uma imensa militância que está fora das instâncias do partido, fora dos diretórios, mas que ergue a bandeira do PT e faz a defesa de nossas pautas como gigantes Brasil afora”, observou.

Luta política e combate às fake news

O secretário nacional de Comunicação, Jilmar Tatto, descreveu a iniciativa como o início de um amplo movimento político popular, que, embora estimulado e coordenado a partir da direção nacional, será horizontal e democrático. “De maneira alguma, nós querermos hierarquizar, burocratizar, mas dar um sentido político (à militância), de que nós queremos mudança neste país.”

O diretor da Escola Nacional de Formação do PT, Gilberto Carvalho, acrescentou que o projeto dos comitês deve representar uma mudança na postura do PT, da militância e da direção partidária. “Queremos estimular nossa militância a não pensar apenas em buscar o voto, mas buscar corações e mentes. Esses comitês serão permanentes”, ressaltou.

Coordenadora da mesa sobre os comitês, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) pontuou ainda que os comitês serão uma das formas para enfrentar as fake news que constantemente surgem contra o PT e suas lideranças. “A pessoa que conhece o vizinho, a vizinha, vai estar desfazendo as mentiras à medida em que elas forem lançadas pela direita nas ruas”, explicou.

Da Redação

Enganada por grileiro, desempregada luta para não virar sem-teto no DF

Acompanhada da neta, Maristela trabalha na obra do barraco que foi obrigada a abandonar Imagem: Arquivo pessoal  

Maristela Marques Costa, 46, tem um cronograma para evitar morar na rua. O primeiro passo é juntar um amontoado de compensados de madeira até estaquarta-feira (2). Em seguida, planeja organizar um mutirão e terminar de erguer o barraco na sexta (4). A última etapa depende de São Pedro. Maristela conta com um final de semana sem chuvas para o piso secar até o domingo. Se tudo der certo, incluindo as variáveis que não controla, na próxima segunda-feira (7) ela conseguirá afastar de vez o risco de virar moradora de rua, situação inimaginável para alguém que raspou as economias do banco de 2009 a 2014 para pagar as parcelas de um terreno no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria (DF). Nesse período, sem desconfiar, entregou a poupança de uma vida inteira a um grileiro.

Em maio de 2017, apenas quatro meses depois de deixar um barraco de alvenaria e finalmente se mudar para o condomínio, um empresário apareceu se apresentando como dono do terreno. Ela tinha um contrato de compra e venda com firma reconhecida em cartório, mas a ilusão foi calcada num documento desonesto. Durante a disputa judicial que se iniciou pelo pedaço de terra, a mulher descobriu que entregara R$ 15 mil a um criminoso que responde a diversos processos por estelionato. Em 2012, ele chegou a ser preso em flagrante, apresentando documentos e certidões falsas em um cartório. Os documentos do empresário que pedia o terreno de volta, por sua vez, eram a definição da lisura — e incluíam a cessão de direitos entregue pela dona anterior do lote, que tinha o nome registrado na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal. A Justiça determinou a reintegração de posse.

Fase final de construção do imóvel que Maristela foi obrigada a deixar Imagem: Arquivo pessoal.

Maristela só não foi diretamente para a sarjeta porque a pandemia impediu o cumprimento imediato da ordem judicial, mas em 14 de dezembro de 2021, depois da decisão em segunda instância, foi colocada no olho da rua. "Me faltou o chão naquela hora. Me senti como um cachorro sem dono, me senti humilhada." De imediato, a Associação de Moradores do Condomínio Porto Rico lhe cedeu um espaço de acolhimento temporário. Ocorre que nem todos aprovaram a solidariedade da presidente da entidade — o argumento é que a sede serve para reuniões, não para alojar moradores. Diante do impasse, foi fixado um prazo para Maristela deixar o local: 31 de janeiro. Desempregada e sem poder bancar um aluguel, ela traçara planos. Ia pegar a carroça em que guardou seus pertences e encostar numa praça. Dessa vez, o imponderável agiu a seu favor. No último final de semana, um sobrinho ofereceu espaço em um terreno para que Maristela construa um barraco. Ela ganhou mais uns dias na associação de moradores, mas sabe que não pode demorar para sair. 

Começava a corrida contra o tempo.

Os pertences de Maristela estão numa carroça aguardando um novo lar Imagem: Arquivo pessoal Três famílias na rua 

Os cinco netos de Maristela disputavam quem escolheria a próxima atração na TV. O revezamento entre Luccas Neto, "Peppa Pig" e "Masha e o Urso" acabou às 9h daquela manhã, 14 de dezembro. Foi a chuva dar uma trégua para que o oficial de justiça batesse à porta. Estava acompanhado do advogado que representava o dono do terreno e por policiais militares. O caminhoneiro que acompanhava a ação de despejo entregou caixas e avisou que esperaria Maristela chamar quando terminasse de empacotar as coisas. O desespero era ainda maior porque as duas filhas de Maristela já haviam erguido barracos no mesmo terreno, que tem quase 200 m². A ação do grileiro colocava avó, duas filhas e seis netos na rua. As crianças, que tinham entre cinco meses e seis anos de idade, não entenderam por que a família estava se separando, mas Maristela sentiu alívio em saber que as filhas conseguiram abrigo em casas de amigas. A concessão da associação de moradores evitou que ela própria ficasse ao relento. Os problemas eram grandes, mas ninguém dormiu na rua — pelo menos naquele momento.

Ao fundo, o imóvel em que Maristela morava e na parte da frente o local onde a filha morava Imagem: Arquivo pessoal 

Parecia um bom negócio 

Maristela conta que, até 2003, o Condomínio Porto Rico era uma grande chácara, desmembrada em lotes. Por ali, as residências são humildes. A oportunidade de ter uma casa própria surgiu em 2009, quando um ex-genro sugeriu que a família juntasse economias para comprar um terreno. Ele vendeu o carro, a sogra vendeu a televisão e se comprometeu a pagar as parcelas restantes do financiamento. Demitida em 2014 do mercado onde trabalhava como empacotadora, Maristela usou o dinheiro do acerto para quitar a dívida. Ela e o ex-genro transferiram um total de R$ 15 mil ao grileiro. A renda como faxineira e auxiliar administrativa do Ministério da Agricultura serviu para pôr os barracos em pé. Maristela organizou mutirões e familiares ajudaram a erguer as paredes, construir o telhado e fazer o piso. Ajuda meio desinteressada, porque a recompensa aos parentes era uma macarronada. Ela estava orgulhosa por ter se livrado do barraco de madeirite e finalmente usufruir de uma moradia de alvenaria. "Tinha cerâmica e metade das paredes estava rebocada", lamenta.

Maristela foi enganada por um grileiro e acabou despejada de casa Imagem: Arquivo pessoal 

Caindo numa cilada 

Com o andamento do processo entre 2017 e 2021, ficou claro qual seria o veredicto do juiz. Diante da iminência de despejo, Maristela procurou ajuda. O advogado Jardson Douglas Ribeiro e Silva recebeu um pedido da Anistia Internacional para examinar o caso. Foi ele quem descobriu a ficha corrida do grileiro. Não haveria como recuperar o terreno. O advogado explica que a única medida ao alcance de Maristela é registrar um boletim de ocorrência para abertura de investigação e pedir o ressarcimento do dinheiro pago. Jardson considera provável o ganho de causa e difícil o o recebimento dos R$ 15 mil. "Muitas vezes, acontece de a vítima do golpe vencer na demanda judicial, mas a pessoa condenada não ter bens em seu nome. O homem até tem bens, mas não no nome dele." Maristela tem mágoas com a Justiça por ser despejada em época de pandemia, um período difícil de encontrar emprego. A mulher que já fez de tudo — de fabricar salgadinhos a cortar grama para o Governo do Distrito Federal — tem dificuldades de encontrar trabalho aos 46 anos. Mas ela sabe que sua penúria é culpa de um tremendo 171."Caí numa cilada", resume.

Maristela está provisoriamente na associação de moradores enquanto tenta construir um barraco Imagem: Arquivo pessoal 

Nova tentativa 

Até o final da semana, Maristela saberá se vai precisar passar uns dias na rua antes de conseguir construir o barraco no terreno do sobrinho. Ela segue confiante em arranjar o material e a ajuda na mão de obra para erguer o barraco e fazer o piso em quatro dias — otimismo que não encontra respaldo no passado recente. No último mês, Maristela abriu uma vaquinha online para evitar a situação de rua. A arrecadação foi pífia. "Até agora só três pessoas fizeram doação. Dá última vez que olhei tinha R$ 165", dz à reportagem. Maristela acredita que a vida coloca dificuldades no caminho de todos e os obstáculos servem de provação para a fé. Ainda que busque seguir as Escrituras e reze o terço todos os dias, admite que está na metade do caminho. "Se tive de passar por isso, é porque Deus quis assim. Ele não dá uma cruz para quem não consegue carregar. A terra é uma passagem e não posso sentir ódio porque Deus fala em amar a teu próximo como a ti mesmo. Não vou dizer que amo [o grileiro], mas não odeio."

Felipe Pereira Do TAB, em São Paulo 02/02/2022 04h00 

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2022/02/02/enganada-por-grileiro-maristela-luta-para-nao-virar-moradora-de-rua.htm?cmpid=copiaecola


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

LIVE DO CONDE! Efeito-Lula, esquerda tem a melhor chance para povoar o C...

Lula Fenômeno atrai quase todas as forças políticas do país

Mauro Lopes escreve sobre o processo acelerado de adesão a Lula, que está numa escalada irresistível rumo ao Planalto

Lula com Ronaldo, Alckmin, Kassab e Boulos (Foto: Ricardo Stucker | Reuters | Reprodução/Facebook)

Corintiano fanático, Lula adora parábolas futebolísticas para falar da vida e da política. Hoje é minha vez: ele é cada vez mais o Lula Fenômeno. Tomo emprestado o nome que consagrou Ronaldo Luís Nazário de Lima. Com seus dribles, sua inteligência, seus arranques decisivos rumo ao gol, tornou-se Ronaldo Fenômeno.

É mesmo um fenômeno o que Lula está operando na política brasileira. Quase todas as forças políticas do país querem estar com o ex-presidente em sua arrancada rumo ao gol - o Planalto. 

O que temos assistido é impressionante. Lula atraiu Alckmin, que será seu vice, e está entusiasmado com isso. Está trazendo para si o PSB, o PC do B, o PV. Agora, é a vez de Kassab entrar na roda de conversas de Lula, ainda mais que as pesquisas indicam que o possível candidato do PSD, Rodrigo Pacheco, não sai da marca de 0-1% nas pesquisas.Neste domingo (30), de forma pública e entusiasmada, Boulos proclamou, na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: “É Lula presidente em 2022!”. Setores do Centrão começam aderir a Lula, como reconhece o próprio Ciro Nogueira, que apoiou os governos do PT anos atrás.

Tentam impedir o gol a extrema direita (Bolsonaro e Moro), o time adversário E mais segmentos a essa altura irrisórios da direita tradicional (Doria e Tebet), que jogam na segunda divisão. E Ciro, aquele que perdeu o rumo e parece condenado a terminar a carreira no banco de reservas.


Mauro Lopes

Mauro Lopes é jornalista, editor do Brasil 247 e apresentador do Giro das 11 na TV 247. Fundador do canal Paz e Bem, de espiritualidade aberta e plural.